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Jonas Thern:
Em 20 de Março de 1967, a cidade sueca de Falkoping, deu à luz um dos melhores médios que tanto a Suécia como o Mundo já viu. Jonas Magnus Thern, o seu nome.
Começando a sua carreira profissional com apenas 18 anos, na equipa sueca do Malmo FF, acabou por lá ficar durante os 4 anos seguintes, ganhando por 2 vezes a Allsvenskan. Em 1989 ganhou o prémio Guldbollen, ou para os que não sabem ler sueco, a Bola de Ouro Sueca, prémio entregue ao melhor jogador sueco nesse ano.
Tal foi a notoriedade que ganhou na equipa sueca, que captou as atenções dum treinador ainda na altura a ganhar curricullum na Europa, e tambem ele sueco, de nome Eriksson, acabadinho de chegar ao Benfica (e ainda imaculado no que toca a escandalos de cariz sexual).
Acho que muitos seriam os adjectivos que poderiam ser usados para definir o tipo de jogador que era Jonas Thern.
Se há algo acerca do Thern, que me ficou gravado na memória aquando da sua passagem pelo Benfica, foi sem duvida a sua força, e determinação que incutia ao seu jogo, e que acabava por ser contagiante ao resto da equipa e até aos adeptos. A sua enorme disponibilidade fisica, levava-o a disputar todas as bolas com uma classe e capacidade de recuperação impares (e impressionante, sem qualquer malicia … era um jogador que considero limpo e leal).
Com um pulmão que era capaz de ser um Case Study para qualquer faculdade de Medicina, enchia o campo e nunca dava qualquer lance por perdido.
Creio que não será abuso afirmar que foi com jogadores como o Jonas Thern, que a posição de médio interior ganhou uma outra relevância nos diversos estilos de jogo do futebol moderno, dada a sua perfeição táctica.
No Benfica esteve apenas 3 anos, entre 1989 e 1992, mas forma 3 anos ganhadores, ganhando um campeonato nacional (1990-91), e uma Supertaça (1988-89), perfazendo no total 100 jogos e 10 golos em competições oficiais.
Embora não fosse um prodigio no que toca ao aspecto técnico, longe disso, era sem duvida um jogador incansavel, determinado, e extremamente importante na solidificação do meio campo, e transposição defesa-ataque.
Permitam-me agora um toque pessoal, pois não resisto a uma pequena insinuação…
Partilho da opinião que o Benfica desses anos, teve sem duvida (opinião pessoal), o Melhor Plantel que já tive oportunidade de ver, onde militaram nomes como Ricardo Gomes, Schwarz, Valdo, Paneira, Paulo Sousa, Rui Costa (na fase final), Isaias, e muitos mais … e que infelizmente o Benfica não voltou a ter.
Se tivesse de eleger uma musica que pudesse caracterizar o Benfica desses tempos, creio que elegeria “Those Were the Best Days of my (Benfica) Life”.
Após essa brilhante passagem por Lisboa, que deixou imensas saudades … e não foi apenas ao Schwarz, Eriksson ou Magnusson, Jonas ingressou no campeonato italiano onde ainda jogou ao seu melhor nivel, primeiro no Napoli e depois no Roma.
Creio que acabou a carreira no Rangers, entretanto já fustigado com algumas lesões.
Acho que para culminar este post apenas falta mencionar a carreira internacional do jogador sueco, cuja alcunha era simpaticamente, “The Nice Guy”.
Jonas Thern, ao serviço da selecção do seu País (na qual foi capitão 7 anos consecutivos) esteve presente em 3 fases finais de campeonatos do Mundo e Europeus, tendo sido inclusivé medalha de bronze no USA-1994.
Os videos que apresento, são demonstrativos do verdadeiro poder de fogo do sueco, e também de alguma qualidade técnica que ele tinha … O primeiro video, ao serviço do Roma, ilustra bem a força e determinação deste grande jogador.
O segundo video, é um golo um pouco mais atipico, uma vez que é um golo de elevado recorte técnico, o que como já disse anteriormente não era um dos pontos fortes do sueco, mas que deixa novamente bem patente a sua raça e disponibilidade fisica.