segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Gostas de Fly - Futebol - Jornada 8
Paulo Futre foi o único jogador de classe mundial que Portugal teve após a geração dos Patrícios e antes da chamada Geração de Ouro. Iniciou a verdadeira emigração do jogador português, fazendo-o com sucesso e deixando as portas abertas para que outros tivessem oportunidade de o seguir. Nesse aspecto, é justo dizê-lo, Rui Barros também teve um papel importante, sobretudo na Juve, onde ainda conseguir estar alguns anos, com sucesso, numa época em que ainda havia a limitação de 3 estrangeiros (e a Juve era, talvez, o clube que mais mudava os seus jogadores estrangeiros). Mas nunca gostei de Rui Barros apesar de lhe reconhecer algum valor.
Voltando ao furacão do Montijo, o seu maior problema foi ter nascido sozinho, ou seja, apanhou mesmo o final de uma geração e, quando os meninos de ouro apareceram, já Futre começara o seu calvário de lesões. Se nos Patrícios houve o pequeno Genial (o ídolo de Futre, by the way), a Geração de Ouro sempre teve essa lacuna. Folha ainda deu um salpicos mas, tivéssemos nós o melhor Futre na ala esquerda e o fado lusitano mudaria seguramente de refrão.
Foi um jogador explosivo, imprevisível, de contagiar público e colegas de equipa. Era imparável quando lançado. Não tinha a classe nem a condução de bola de Chalana, mas tinha uma velocidade com bola que assustava. Este era daqueles que ganhava jogos sozinho. E ganhou muitos...
O sucesso de Futre começou, como muitos outros, quando chega ao FCP em mais uma grande decisão do SCP. “Não aumentamos o ordenado e é para emprestar à Académica”, disseram na altura os seus responsáveis. Mas afinal, a história tinha outro final – uma espécie de Futre Decide (mas sem apresentação do António Sala).
De dragão ao peito, em 3 anos, conquistou 2 Campeonatos (com 2 eleições como melhor jogador da prova) e 1 Taça dos Campeões, rumando depois ao Atlético Madrid como bandeira eleitoral de Gil y Gil, perdendo a hipótese de ser campeão intercontinental pelo Porto.
No Atlético ficou tempo demais. À semelhança de Rui Costa nos Viola, pensou demasiado no clube e pouco em si. Em 5 épocas e meia, ganhou apenas 2 Taças do Rei (uma delas em pleno Santiago Bernabéu...frente ao Real) mas garantiu a imortalidade na história colchonera e granjeou o respeito de toda a afficion espanhola. Fez com que Baltasar e Manolo, parceiros de ataque, passassem de jogadores normais a grandes figuras e foi a muleta do Atlético vezes sem conta. Quem viu não esquece os duelos com Chendo, uma espécie do duelo Figo vs Roberto Carlos dos anos 80. Explosivo!
De Madrid para o conturbado Benfica de Jorge de Brito, onde fez meia época na melhor equipa do Benfica dos últimos 15 anos. Paulo Sousa, Mozer, Paneira, Rui Costa, JVP, etc, pontificavam na Luz e o verdadeiro Futre, de águia ao peito, apareceu de quando em vez. Mas terminou a sua passagem de 6 meses pela Luz deixando a sua marca, ao estraçalhar o Boavista na Final da Taça de Portugal por 5-2 com uma exibição soberba.
Daí em diante o joelho direito não mais lhe deu descanso e percorreu vários clubes e campeonatos, deixando em todos eles a sua marca mas apenas a espaços. 6 meses em Marselha, 1 ano e meio na Regiana e novo salto para um palco à sua dimensão: AC Milan. Poucos jogos realizados mas com um Scudetto no bolso, ingressa no West Ham (abrindo a porta a Dani e Porfírio). Aí ficou também 1 época para depois voltar ao Atlético Madrid para se despedir junto dos seus.
Mas a aventura tinha mais uma etapa e, depois de Portugal, Espanha, França, Itália e Inglaterra, terminou no Japão, no Yokohama Flugels.
Carreira a 100 à hora, à mesma velocidade com que jogava, já que a sua caixa de velocidades só tinha 4ª e 5ª.
Deixo-vos alguns vídeos curtos de diversas fases da sua carreira, entre os quais o grande golo da final da Copa do Rei, o fantástico “quase-golo” na Final da Taça dos Campeões e Futre vs Boavista na final da Taça de Portugal. Desfutrem!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Postal Service - Nothing better
Os Postal Service são fruto da imaginação de Ben Gibbard e Jimmy Tamborello. Fizeram até hoje apenas um disco, de nome “Give Up”, que teve uma recepção surpreendente por parte da crítica mundial, não só pela qualidade do mesmo como pela forma como foi construído: Tamborello enviava samples e loops electrónicos a Ben Gibbard (via e-mail!) e este, por sua vez, acrescentava-lhe guitarras e letras quase em formato de prosa, que tinham tanto de romântico quanto de ingénuo – passe o pleonasmo. Foi provavelmente o primeiro disco feito à correspondência, ainda que moderna, e daí o nome dado ao projecto: postal service.Esta canção, “Nothing better”, é de leitura obrigatória. É um diálogo de um tipo que quer desesperadamente recuperar a namorada que perdeu (por sua própria culpa) e a resposta da dita à argumentação do ex. O desespero é tanto que o gajo começa a matar, com uma linha que diz o seguinte: “will someone please call a surgeon who can crack my ribs and repair this broken heart”. Poupo-me a dizer-vos como termina a discussão. Ouçam e confirmem vocês próprios. A letra segue em baixo.
Will someone please call a surgeon
Who can crack my ribs and repair this broken heart
That your're deserting for better company?
I can't accept that it's over...
I will block the door like a goalie tending the net
In the third quarter of a tied-game rivalry
So just say how to make it right
And i swear i'll do my best to comply
Tell me am i right to think that there could be nothing better
Than making you my bride and slowly growing old together
I feel must interject here you're getting carried away feeling sorry for yourself
With these revisions and gaps in history
So let me help you remember.
I've made charts and graphs that should finally make it clear.
I've prepared a lecture on why i have to leave
So please back away and let me go
I can't my darling i love you so...
Tell me am i right to think that there could be nothing better
Than making you my bride and slowly growing old together
Don't you feed me lines about some idealistic future
Your heart won't heal right if you keep tearing out the sutures
I admit that i have made mistakes and i swear
I'll never wrong you again
You've got a lure i can't deny,
But you've had your chance so say goodbye
Say goodbye
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Scarface

Enter the Dragon - Bruce Lee
Se algum dia me perguntarem que actor de cinema gostaria de ser, a resposta só poderia ser uma, obviamente Bruce Lee. Este Sino-Americano que nasceu em São Francisco, não era simplesmente o herói dos filmes de artes marciais asiáticos do início dos 70's que fizeram a delícia dos nossos pais, era um verdadeiro super herói, um exímio mestre que em cerca de 35 anos após a sua morte jamais foi igualado na grande tela.
Pode-se dizer que masculinidade de um homem sai imaculada em admirar Bruce Lee. Admira-se um corpo de 1.70 e pouco mais de 60 Kg moldado às inúmeras técnicas de combate que estudou. Desde o Kung Fu à esgrima Lee bebeu de tudo, retirando ensinamentos de todas elas para criar o seu próprio estilo, o "Jeet Kune Do". Admira-se a beleza de movimentos, carregada por gritos animalescos que solta em cada golpe que dá, mas sobretudo admira-se o Homem, que tal como os predestinados bastaram-lhe pouco menos de meia dúzia de filmes para ser considerado um ícone, uma das grandes figuras da cultura moderna que se considera acima de tudo um artista de artes marciais.
A história de Bruce Lee é única e conta-se em breves linhas:
Nasceu nos Estados Unidos, foi muito novo para Hong Kong onde após ter sofrido às mãos de um gang local decidiu entrar numa escola de artes marciais. Mais tarde no final da sua adolescência, regressou aos Estados Unidos, estudou filosofia, abriu uma escola de artes marciais onde desenvolveu a sua arte. Entrou na pequena tela como Kato o sidekick do super herói da série Green Hornet (curiosamente Kato teve muito mais sucesso que o actor principal).
O volte-face da sua vida foi num regresso a Hong Kong já com alguma fama adquirida onde foi convidado para entrar numa produção local, The Big Boss (1971) o sucesso do filme foi proporcionalmente inverso ao seu budget (escasso) e às péssimas condições em que foi filmado, revelou-se um estrondoso sucesso que marcava o nascer de um ídolo entre o povo chinês. A loucura pelos filmes de Bruce Lee era total com 3 filmes em 2 anos batendo sucessivos recordes de bilheteiras, num deles viria a aparecer um lutador/actor de seu nome Chuck Norris, sim este senhor levou na tromba do melhor por isso teve o sucesso que tem...
Quando o seu sucesso na China ecoou no outro lado do Pacífico, em 1973, Bruce Lee viu um argumento escrito de propósito para si tendo a Warner Bros financiado "Enter the Dragon", um clássico com a pureza da arte chinesa bem latente, mas com máquina de Hollywood por trás que explorou da melhor forma as capacidades de Bruce Lee tornando-o num ícone mundial. Em Enter the Dragon, Bruce Lee protagoniza um agente secreto que entra numa ilha para participar num torneio de artes marciais, a partir daí é vê-lo a bater em tudo o que mexe, admirando a arte de um verdadeiro mestre. A incomparável disciplina da cultura asiática está bem latente não só no Homem mas também nas suas personagens. O filme culmina numa cena épica na história do cinema em que Bruce Lee defronta o vilão numa sala forrada com espelhos, memorável.
Diz-se que a meio deste filme um figurante desafiou Bruce Lee duvidando das suas capacidades de lutador, Lee mandou parar a filmagens, convidou-o a descer para uma pequena demonstração, deu-lhe uma sova e mandou-o de volta para o sítio onde estava.
Bruce Lee morreu no mesmo ano 1973 com 33 anos no auge da sua carreira após ter tomado um comprimido para a dor de cabeça, pelo menos é o que conta a história mal contada da sua morte. Deixou um filme semi completo The Game of Dead, onde apenas aparece nas cenas finais a lutar entre outros com o gigante Laker - Kareem Abdul Jabar (diz-se que tinha criado uma técnica defensiva para se contrariar golpes de adversários com maior alcance - caso de Kareem), o restante filme é feito com um sósia de Bruce Lee - resultado desastroso.
O cinema asiático de artes marciais e principalmente os filmes de Bruce Lee, influenciaram muitos estilos cinematográficos feitos a partir daí, foi descoberta uma fórmula que ainda hoje é utilizada.
Se alguma vez viram um filme do Steven Seagal, Van Damme, Chuck Norris ou do Jackie Chang merecem ser esmagados, se ainda não viram Enter the Dragon.
O Vídeo é uma entrevista de Bruce Lee, um dos raros momentos registados em público, intercalada com cenas de Enter the Dragon. Não é por acaso que a cultura Oriental é fascinante.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Uma questão de pêlo
Dou inicio ao meu contributo para fazer deste blog o blog mais respeitado do mundo, com um tema que me tem apoquentado nos ultimos tempos.
Depois de muitos pesadelos com homens calvos a tentarem-me violar desalmadamente, resolvi expor este meu, sério, problema.
Há uns anos atrás, estava eu na feira de Freixo de Espada à Cinta, a comer um belo courato cheio de pelo e com um picante de fazer encaracolar os cabelos do cu, quando surge no meu campo de visão, um homem com um certa idade, com um cabelo que eu nunca tinha visto. O sujeito era calvo mas puxava o cabelo de um dos lados do cranio e enrolava-o no topo da cabeça, de tal forma, que parecia o Valderrama. Desde esse momento que comecei a olhar para os cabelos de uma maneira diferente, pois aquele homem num dia de vendaval, seria uma autêntica Rapunzel.
Depois de muito admirar aquele pêlo magnifico, dei por mim a ouvir num palco muito próximo de mim, um grande artista português de seu nome Tony Carreira. A partir daquele momento comecei a olhar para todo o tipo de cabelos, e eis que ........ o grande Tony tinha um cabelo que cá para mim, tinha um aspecto diferente dos normais.... Eu já tinha visto aquele tipo de penugem nalgum lado mas não me lembrava de onde...quando no meio de uma bela bejeca Super Bock fez-se luz.........FUTEBOL, MUNDIAL, SELECÇÕES, BULGARIA, BELENENSES......... MIHAILOV, esse grande guarda redes que tinha como grande qualidade a sua enorme careca, e que de um momento para o outro surgiu com um lindissimo cabelo Panthene. Para vos mostrar o que digo mostro-vos em primeirissima mão as provas que nunca ninguém viu!!!!!


Ora então os rapazinhos não têm o mesmo tipo de penteado?!?!?!?!?
Um abraço a todos os nossos leitores.
Um grande Bem Haja
“Coisas Estranhamente Importantes, mas Completamente Desprezados”

“O Caixote do Lixo.”
Antes de passar efectivamente ao lixo e ao caixote, acho que será de bom tom deixar umas breves palavras acerca deste meu primeiro Post, e dos restantes (espero eu que muitos).
O meu tema, é “Objectos Estranhamente Importantes, mas Obviamente Desprezados”, e gostaria de o fazer incidir sobre aquelas coisas do dia a dia, que tomamos como garantidas (como os seios da Luciana Abreu, nos domingos de manhã na SIC), mas que no entanto muito raramente nos lembramos delas e do seu valor.
O tema de hoje, é o caixote do lixo…
Se pensarmos bem, é impressionante como este simples objecto que na maior parte dos casos encontra-se totalmente deixado ao esquecimento, apareceu na nossa vida. E … acreditem …. veio para ficar.
Se repararmos, é incrivel a forma como o caixote do lixo nos aparece no dia a dia. Está em todo o lado … no carro, aparece como um simples cinzeiro, em casa como o tradicional caixote do lixo na cozinha ou da casa de banho, nas ruas como o contentor do lixo, …
De utilidade inegavel, é um objecto com o qual o Homem, já não consegue viver sem … imaginem-se em casa sem caixote do lixo, por exemplo … mas no entanto, continua a ser quase totalmente descriminado e desprezado.
Afirmo aqui, e creio que não estou só no Mundo, que não damos o real valor ao caixote do lixo. E chego mais longe … afirmo que 99,9999% dos individuos deste mundo nem sequer pensa nos caixotes do lixo desta vida.
Na rua, vamos ao contentor despejar o lixo, e fazemos o máximo possivel para não termos qualquer tipo de contacto com ele … até chegamos ao ponto de usar o pé para abrir a tampa.
Em casa, abrimos a porta do armário, e o caixote do lixo aparece-nos escancarado, só tendo de atirar as coisas secamente para dentro dele, sem qualquer tipo de respeito ou sentimento.
Quando temos de limpar o cinzeiro do carro (e acreditem que só o limpamos, só mesmo quando está completamente cheio, e não conseguimos meter nem mais um papel dobrado e esborrachado), praguejamos quando temos de remover as pastilhas e os papeis que ficam presos no fundo, e rogamos pragas ao pobre companheiro de viagem.
A vida dum caixote de lixo, não é certamente facil … só a avaliar a quantidade de porcaria que lhe enfiamos pela goela … mas no entanto, quando nos lembramos dele, é geralmente com asco e repugnância.
Já se perguntaram a vós próprios, quando é que foi a ultima vez que foram ao contentor do lixo e ao abrir a tampa a agarraram toda e som sentimento?
E quantas vezes já, disseram com um sorriso nos lábios de alegria e felicidade pura, “querida, vou ao lixo!!”, ou então “não vejo a hora de despejar o meu caixote do lixo!”.
Alguma vez em toda a vossa vida, já se viraram para um caixote do lixo e agradeceram, por anos e anos de merdas que lhe atiraram para dentro?
Não, pois não …
No entanto, usamo-lo todos os dias … e ele nunca nos falha … e se falhar é por nossa causa … até mesmo os pequenos problemas que um caixote do lixo pode ter, são da nossa inteira responsabilidade.
Não queria no entanto de deixar de prestar a minha solidariedade para com aqueles homens e mulheres que passam horas, dias, meses, anos … a tentar aperfeiçoar o caixote do lixo. Esses individuos merecem todo o meu respeito e carinho, pois muitas vezes criam magnificas obras de arte … caixotes do lixo perfeitos …. Mas que em ultima análise vão cair à mesma na descriminação, no desprezo que damos a todos os caixotes do lixo deste mundo.
E se no final de lerem estas linhas pensarem em algo do género “Caixotes do Lixo, pá? Que raio de tema para um post!” então estarão a dar mais força às minhas palavras e a entrar no grandioso mundo da discriminação do caixote do lixo.
Temos de lutar contra isso. Temos de voltar a dar ao Caixote do Lixo o lugar que já possuiu na sociedade e nos nossos corações.
Já agora … não percam o próximo post sobre o Ralo da Banheira!!
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Gostas de Fly - Futebol - Jornada 7
Depois de tantas rubricas em torno de avançados ou médios ofensivos, chega agora a homenagem a alguém que jogou numa posição de menor mediatismo. Mas isso só seria verdade se não estivéssemos a falar de Fernando Redondo.
Redondo reduziu a cinzas as teorias sobre o clássico trinco, que servia para destruir ou, em linguagem do pontapé na bola à antiga, “para varrer o meio campo”. Mas com Redondo não era assim. Iniciou a era do pivot defensivo (para mim, a posição devia mesmo chamar-se Redondo), o jogador que ocupa bem os espaços, que é o pêndulo de toda a equipa, que a equilibra (sim, até aqui há vários jogadores que o fazem), mas era também o homem do primeiro passe, um tecnicista, um desequilibrador, um pivot defensivo que jogava até de sola. Era craque! Transpirava classe e impunha respeito. E não era preciso mais ninguém ao lado. Segundo ele, “ter alguém ao lado, é como se me taparem um olho”.
Para além de todos os atributos técnicos, era um líder com uma personalidade fortíssima. Para quem não se lembra, estamos a falar de alguém que recusou ceder às imposições absurdas do então seleccionador nacional argentino, Daniel Passarela, que exigiu que, quem quisesse jogar o Mundial de 98, tinha de cortar o cabelo. Redondo não cortou e ficámos assim privados de o ver em França (só por curiosidade, Passarela, enquanto jogador, também exibia uma farta cabeleira)
Nas 4 linhas, Redondo começou no Argentino Jrs, chegando a Espanha através das ilhas Canárias, jogando 4 anos no Tenerife, até chegar a um clube da sua dimensão: o Real Madrid. Aí, em 6 anos, venceu 2 Ligas Espanholas, 2 Champions League e 1 Taça Intercontinental, sendo considerado o MVP da Champions em 2000.
À procura de outro desafio, transferiu-se para o Milan, mas aí foi vencido pelas lesões. Em 4 anos não chegou a fazer 20 jogos. É certo que ainda ganhou 1 Scudetto, 1 Copa Itália e 1 Champions mas o seu contributo foi mínimo.
Mas se foi mínimo dentro de campo, o mesmo não se pode dizer fora dele. Fez história em Itália ao recusar-se a receber o salário por, segundo ele, não ser merecedor de tal, fruto da sua longa incapacidade física para ajudar a equipa.
Termino com a justificação de Redondo para ocupar a posição de trinco, convidando-vos a ver o vídeo abaixo. Um pouco longo, é certo (à dimensão do jogador que foi), mas um regalo para o olho.
“Sou trinco porque é a melhor posição. Ali se cruzam todos os caminhos. Se Cristo tivesse jogado futebol escolheria esse lugar.”
sábado, 20 de setembro de 2008
Crónicas de um Estupido - II
Dia 2: As questões problemáticas no mundo e as respectivas preocupações que me suscitam. De uma forma geral, obviamente.
A situação no Kosovo nunca me interessou. Assumo-o sem qualquer problema. Mais: desconfio que a tão falada "situação no Kosovo" (e ressalvo aqui a palavra "situação") só é utilizada porque ninguém sabe ou quer saber o que raio se passa lá. Existe efectivamente uma "situação", com tudo o que de vago essa palavra contém...sim, mas... e daí? O que é que isso efectivamente interessa? Uma guerra?? Ok..óptimo! Mas não nos chateeiem com isso. O que a nós nos interessa é que achamos engraçada a palavra "Kosovo" enquanto que a palavra "Kosovares" é um exemplo de como se pode fazer paródia com as palavras. Só. É no fundo a nossa forma indirecta de humilharmos um povo: chamá-los de "Kosovares".
Nunca tive também preocupações excessivas relacionadas com a camada de ozono. O Iraque, por mim, podia estar sempre em guerra. No fundo, acho que até gostava. É longe. Tudo bem que pode fazer com que o preço do petróleo aumente, mas que raio... também temos de pagar algum preço para que o Telejornal nos dê assuntos de verdadeiro entretenimento à hora de jantar. É um produto masculino. Sabe o que nós homens gostamos: guerras, sangue...coisas de macho. E sim...não pode ser tudo grátis. Por outro lado, quanto mais aumenta o combustivel, menos transito e menos poluição há. Isso é óptimo!
Acho sempre tudo bastante natural. Dou por mim frequentemente a pensar que o mundo podia terminar desde que tudo aquilo que conheço ficasse na mesma. "Que se lixe" - é o meu lema. E é fantástico pensar assim. Mas agora se me dizem que o posto da Galp de Rio de Mouro foi vitima de vandalismo. Bom... aí desconfio que ainda vamos arranjar chatices.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Marvin Gaye - Let's get it on
Há dois assuntos chave na carreira de Marvin Gaye: um primeiro, mais solidário e ecologista, que defendia um amor universal (de todos para todos, portanto); um segundo, mais libertino e desprendido, que apelava a uma revolução e libertação sexual. Podemos até dizer que, entre muita coisa boa feita por este filho da Motown, as obra máximas de Gaye são precisamente os dois discos que funcionam como estandarte dos seus valores – “What’s going on”, disco interventivo e que reclama um mundo novo; “Let’s get it on”, disco que cheira a sexo por todo o lado e engata melhor e mais depressa do que um James Bond representado por Roger Moore.Não querendo ser desmancha prazeres, Marvin Gaye sempre teve mais jeito a abordar a questão sexual. Assim, trago o tema mais suado e perigoso de sempre (sim, adivinharam, “Let’s get it on”), que tem o dom de fazer de qualquer homem um casanova e de fazer de qualquer mulher uma presa fácil. O aviso é para ser levado a sério: se é apenas uma amiga com quem nada irá acontecer, não carreguem no play.
CURVA SUD ROMA
Para esta primeira crónica sobre Claques apresento-vos a (na minha opinião) mais mítica "curva" de Itália: A CURVA SUD da ROMA.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Gato Preto, Gato Branco

No panorama tradicionalmente pesado do Cinema Europeu, nos Balcãs há um raio de luz que desde 1978 entre Palmas e Leões D'Ouro acumuladas vem escrevendo e realizando verdadeiras Obras Primas.
O seu sucesso levou-o aos Estados Unidos onde deu aulas de realização e fez alguns filmes, mas é a realizar na sua língua e no seu país de origem (nasceu Jugoslavo mas agora é Bósnio) que Emir Kusturica, um dos meninos de ouro de Cannes, brilha.
Os seus filmes hipnotizam-nos pelas imagens insólitas, que nos são contados a um ritmo frenético, pelo humor negro que não desdenha em utilizar e pela constante referência à comunidade cigana dos Balcãs que marca a cultura desta região, e que ninguém como Kusturica jamais ousou caracterizar.
À parte de tudo isto, mas assumindo um papel principal, está a musica gritada e dançada pelos Non Smoking Orchestra, frenética banda onde Emir Kusturica também toca e que pinta e dá cor a alguns dos seus filmes. Mais que uma simples banda Rock os Non Smoking Orchestra são punk, jazz, folk, ciganos bebendo alguma melancolia da inevitável influência Asiática. Ouvir as composições de Bregovic ou os Non Smoking Orchestra nos filmes de Kusturica devia ser uma aula obrigatória para qualquer estudante de cinema aprender o efeito que a musica tem num filme. O teaser enviado é precisamente uma das musicas da sua banda que vos desafio a ouvir.
Gato Preto, Gato Branco é um dos melhores filmes de Kusturica, o ideal cartão de visita deste Cineasta, tem todo o seu timbre elevado ao expoente máximo, mas desta vez contando uma simples história de amor. Foi lançado em 1998 e é um sério desafio aos nossos sentidos. A cor, o som, os instintos de uma cultura, o insólito de um povo está tudo lá devidamente teatralizado e carregado de humor, é só ir explorando o filme e mais cedo ou mais tarde estarão com o chamado sorriso parvo colado na boca durante as pouco mais que duas horas que o filme dura. Não se admirem se no final do filme sentirem uma louca vontade de lhe dar com a dança da placa gráfica, fica o aviso.
Um dos destaques deste filme é uma cena que certamente figura como uma das mais belas cenas de amor alguma vez colocadas numa tela. Prova que a paixão e o desejo podem ser descritos da forma mais simples, e Kusturica fá-lo com Girassóis, imperdível.
Quem gosta de cinema tem que obrigatoriamente fazer uma viagem pelo mundo de Kusturica e conhecer gente completamente nova...mas louca. Fica um cheirinho.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
As Crónicas de Hoje
Atentamente.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Gostas de Fly - Futebol - Jornada 6
No início dos anos 80, surgiu no Real Madrid a famosa Quinta del Buitre. Dizia respeito à chamada cantera merengue de onde surgiram 5 jovens promessas: José Martin Gonzalez (Michel), Emilio Butragueño, Manuel Sanchis, Rafael Martin Vaszquez e Miguel Pardeza.
O último não passou de promessa e fez carreira em clubes médios de Espanha; Martin Vasquez teve passagens importantes pelo Real Madrid em 2 períodos diferentes mas passou muito tempo em Itália e França; Manuel Sanchis jogou anos a fio no Real, foi capitão e líder da defesa durante vários anos, sendo uma figura incontornável do clube; Michel e El Buitre aliaram, ao peso de Sanchis, momentos inesquecíveis do futebol dos 80s.
Michel, camisa 8, jogava como médio ala direito e era um jogador completo. Tinha como principal característica o cruzamento mas era também forte fisicamente (1,83 cm), tinha excelente leitura de jogo, era dotado de boa técnica com ambos os pés e rematava muito bem de meia distância. Jogou 15 épocas seguidas no Bernabéu, realizando mais de 400 jogos e fazendo 97 golos (passando então camisa 8 a Pedja Mijatovic). Na Selecção espanhola, participou nos Mundiais de 86 e 90 no último dos quais apontou um hat-trick frente à Coreia.
Butragueño, camisa 7, era um rato de área. Rápido, a pensar e a executar, finta curta, técnica apurada em curtos espaços de terreno, inteligente, poder de explosão, remate fácil e o chamado killer instinct, que lhe valeu a alcunha de El Buitre (o abutre). Jogou 12 épocas em Chamartin, onde fez mais de 300 jogos e 123 golos, entregando depois a mítica camisa 7 ao nosso bem conhecido Raúl Gonzalez Blanco. Tal como Michel participou também nos Mundiais de 86 e 90, no primeiro dos quais fez um poker na goleada por 5-1 à Dinamarca.
Durante essa longa permanência nos merengues, venceram 6 Ligas (5 delas consecutivas – 86 a 90), 2 Taças do Rei e 2 Taças UEFA (quem viu não esquece as míticas remontadas no Bernabéu após grandes desaires na 1ª mão). Apenas a Champions ficou sempre atravessada, tendo que esperar mais alguns anos até Mijatovic, na final frente à Juve, honrar a camisola de Michel.
O vídeo em baixo retrata esse período da história madridista, dado que esta homenagem a Michel e El Buitre e também uma homenagem a esses anos dourados do Real Madrid que tanto gozo me deram assistir. Gracias!
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
O Novo José Veiga
Depois de há uns dias atrás ter feito a multiplicação dos euros, agora criou o novo José Veiga. Do original JV de cabelo impecavelmente pentado, powered by laca Fiero, este novo JV assina RBF e tem com imagem de marca uma barba ao estilo Lucas Pires.
E RBF, na sua primeira aparição, não esteve de meias medidas e tratou logo de deixar a sua marca. Se JV tinha descoberto dragões no Luxemburgo, RBF descobriu que há futebol no Luxemburgo. Pegou em 11 bravos rapazes e na hora certa, qual relógio suiço, pás! Kinder surpresa no país dos chocolates.
Que mais terá este novo Messias para nos oferecer, é a pergunta que se impõe. Até lá, há que desfrutar do momento e acariciar RBF com assiduidade.
Viva RBF!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Reservoir Dogs
O início dos anos 90 deu a conhecer ao mundo uma nova forma de contar histórias, ensinou-nos que um filme pode ser frenético, sangrento, violento e até algo confuso, mas ao mesmo tempo transpirar bom gosto por toda a película que é projectada na tela. O génio responsável, trabalhou em clubes de vídeo, gastou o seu dinheiro em merchandising, até que escreveu um argumento convenceu Harvey Keitel a entrar no barco para ganhar credibilidade, e criou a sua 1ª Obra Prima - Reservoir Dogs - o génio é claro o enorme Quentin Tarantino.
Tarantino irá certamente marcar para sempre a história do cinema, inspirou-se nos seus velhos amigos spaghetti westerns, hentai, gore movies, cinema asiático, comédia clássica americana e transformou tudo num novo estilo cinematográfico. Histórias (escritas e contadas por ele) com diálogos fantásticos, baralhadas cronologicamente, interpretações cruas, planos assombrosos (contem sempre com uma cena dentro de uma bagageira), bandas sonoras hipnotizantes (principalmente dos 70's), tudo num argumento poderoso e regado com bastante sangue... é este o mote de Cães Danados, Pulp Fiction (onde salvou John Travolta), Kill Bill 1 e 2 e mais recentemente Death Proof, Jackie Brown é um pouco a excepção dos filmes realizados por ele. Além de tudo isto QT não dispensa aparecer em praticamente todos os seus filmes, e não se tratam de Cameos são interpretações à séria. Faz ainda uma perninha em alguns filmes do seu amigo Robert Rodriguez. Não querendo entrar no campo de RBF este homem é o Prince do Cinema (escreve, canta, toca e dança e até faz filmes, tudo com mestria).
Reservoir Dogs (Cães Danados de 1992) é o início de tudo, começa aliás com uma das melhores dádivas que Tarantino nos deu, os diálogos - o início do filme é uma conversa improvável, feita por gente improvável, num local improvável - um bando gangsters que se reúnem num café para planear um assalto, o tema de conversa "Like a Virgin de Madonna":
"Mr. Brown: Let me tell you what 'Like a Virgin' is about. It's all about a girl who digs a guy with a big dick. The entire song. It's a metaphor for big dicks.
Mr. Blonde: No, no. It's about a girl who is very vulnerable. She's been fucked over a few times. Then she meets some guy who's really sensitive... "
O resto do filme, apesar de grande parte se passar no mesmo local - dentro de uma garagem no pós assalto - é claramente uma experiência a não perder.
Entre outras, notável a cena em que o sádico Mr Blonde interpretado sem mácula por Madsen tortura um polícia ao som de Stuck In The Middle With You dos Stealers Wheel, o vídeo que vos deixo é precisamente essa música - sem cenas do filme pois os vídeos que encontrei têm spoillers e não é justo para quem não viu.
QT conta com Harvey Keitel (cuja recompensa de ter arriscado neste filme, foi ter feito o fantástico Winston Wolf de Pulp Fiction) e Michael Madsen, que se tornariam habitues nos seus filmes. Conta também com Tim Roth, o psicadélido Steve Buscemi e Chris Penn actores ainda pouco conhecidos na altura, além dele próprio.
Do que mais me agrada nos filmes de Tarantino além do já referido bom gosto, são os pormenores, esculpidos a cinzel frame a frame, linha a linha pelas mãos de um mestre, e isso torna-o único. Por tudo isto Reservoir Dogs é o início de uma série de filmes de Tarantino que vos aconselho a não perder.
O GOUXA
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Pijamações
O que realmente me espanta é o facto desta vestimenta ter aparecido. O que é que aconteceu que levasse alguém a pensar que um pijama seria solução. Se alguém alguma vez me dissesse que tinha uma ideia para um negócio que consistia em vestir as pessoas que se queriam ir deitar, eu, além de me rir à gargalhada, acusaria tal pessoa de ser uma pobre lunática que sofria de parvoíce aguda e imprimiria a cara de parvo dele para mostrar ao resto do mundo como exemplo de patologia neurológica. Mas pelos vistos enganar-me-ia. Não só existe, como vende. Naquela flanela amaricada, vende. Naqueles padrõezinhos de ursinhos e gatinhos e patinhos, vende. Naquele anti-climax tão sinónimo de empata-fodas, vende. Vende, meu Deus, vende.
Quem cala, não mente
Finalmente uma política a quem não podem apelidar de mentirosa.
Crónicas de um Estupido
Estava escuro. Uma sede de desejo assaltou-me a mente fazendo-me acordar repentinamente. Era Verão e, no ar, o bafo quente de uma noite escaldante incitava-me a não estar ali, sozinho. Levantei-me. Procurei os chinelos da praia e fui lavar a cara incrédulo com o que se tinha passado, com o que a minha mente tinha visto: um desejo, uma paixão fogosa e, no entanto, tão desesperadamente rejeitada.
Com o corpo ainda suado só pensava que “Não, isto não podia estar a acontecer”… Liguei a TV. Folheei o jornal… e sim, lá estava ela. Em todo o lado. Onde quer que estivesse, a mulher que me assaltou a mente em sonhos, transportava a sua imagem para onde quer que olhasse. Fiz um esforço. Pela minha cabeça, fiz questão que passassem em milésimos de segundo todas as recordações felizes das mulheres da minha vida. A Carla, a Joana, a Rute, a Teresa, a Sara, a Ana… mas nada te fazia apagar. Tu tinhas algo mais. Tu acompanhavas-me, possessivamente, para todo o lado. Nunca te vi, mas sei que estás sempre, assustadoramente, ao pé de mim. Eu rejeito-te, eu luto contra ti, contra essa tua forma obsessiva de entrares desajeitadamente na minha vida. Não, não te quero.
Luto para que saias daqui. Sim, tenho de deixar de pensar em ti, mesmo! … Mas como? Se calhar já é tarde… mas espero que não. Prometo a mim mesmo que nunca mais vou ligar nenhuma aos Jogos Olímpicos.
Maldita, maldita Vanessa Fernandes…
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Gostas de Fly - Futebol - Jornada 5
O perfil do típico jogador alemão não me seduz pelo que, para incluir aqui um germânico, ele teria de ser um jogador "não alemão" (como seria o caso de Andy Moller ou Thomas Hassler), ou uma figura incontornável (como Lothar Matthaus ou Andreas Brehme).
Está Pierre Littbarski e logo pela apresentação se percebe que é um desalinhado. Tem nome francês, apelido polaco e futebol sul-americano. De alemão só tinha o facto de ser natural de Berlim, já que era de baixa estatura, de cabelo escuro e tinha uma perna mais curta que a outra, ou seja, um "anti-ariano"
Era um jogador que alinhava como médio ofensivo ou avançado, com um poder de drible e improvisação fantásticos. Por vezes incomprendido dado a sua pouca objectividade, era um oásis do futebol alemão e por isso foi tão marcante durante quase 20 anos. Na Alemanha, com a aparição do jovem Markus Marin, há quem fale num novo CR mas, os mais saudosistas, falam num novo Littbarsky, tão órfão que o futebol alemão ficou do virtuosismo.
Em termos de clube foi durante anos a fio a bandeira do Colónia. Por lá esteve durante 15 anos (apenas com 1 época de interregno quando ingressou no Matra Racing Paris) e conseguiu que um clube médio da Bundesliga vencesse 1 Campeonato e 3 Taças da Alemanha, juntando ainda 3 Vice- Campeonatos e sendo finalista vencido da UEFA. Durante esse período fez mais de 400 jogos e 120 golos, tendo visto chegar e partir do Colónia alguns dos nomes mais sonantes do futebol alemão de então, casos de Harald Schumacher, Bernd Schuster, Thomas Hassler e Klaus Aloffs. Terminou a carreira no futebol japonês já com 37 anos.
Mas foi na selecção que mais se notabilizou, dado o peso da Manschaft no futebol mundial. Dava o toque artístico ao futebol rolo compressor alemão, tendo feito mais de 70 jogos (18 golos) e participado nas 5 principais competições entre 80 e 90. Esteve nos Euros de 84 e 88 e em 3 finais consecutivas de Campeonatos do Mundo (Espanha 82, México 86 e Itália 90), sendo, juntamente com Mathaus e Cafu, segundo creio, o único jogador a conseguir tal feito (pese embora não tenha alinhado na final de 86). Foi campeão do Mundo em 1990 embora lá em casa há muito já tivesse esse título. Tinha o consenso familiar porque o pai Figueiredo apreciava, aqui o vosso amigo idolatrava (e viu-o ao vivo debaixo da velha pala do José de Alvalade), e até a mana lhe reconhecia outros atributos também interessantes.
Aqui fica um pequeno vídeo que, não lhe fazendo a devida justiça, vos mostra um pouco "o meu futebol alemão".
sábado, 6 de setembro de 2008
O Novo Jesus
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
TOP SECRET

Na década de 70 a comédia Americana, já longe das loucas epopeias dos Marx, Chaplin ou Keaton, estava num quadrante a milhas de distância dos Deuses Python, pouco habituada a rir-se do nonsense, do parvo, do disparate, salvo as raras exepções de Mel Brooks ou do esquizofrénico (e genial) Peter Sellers.
Até que em 1980 surge uma nova vaga de filmes com um registo de humor diferente, os ZAZ’s Movies (do trio formado pelos Irmãos Zucker e Jim Abrahams).
Os ZAZ além dos diálogos completamente absurdos (por vezes roçando o nonsense, outras verdadeiramente parvos) que tarimbaram os seus filmes, conseguiram imortalizar a arte de ridicularizar outros filmes, criando um género muito próprio, conseguindo autênticas pérolas da comédia - Os Aeroplanos ou a saga The Naked Gun.
Ainda hoje se vê a quantidade de filmes que estreia nesta linha (a maioria muito maus).
Era possível ver excertos quase simétricos da maior “Box Office” do ano anterior serem “reduzidos a cinzas”, ao mesmo tempo que diálogos como o abaixo nos levavam às lágrimas:
(Aeroplano)
- You got a letter from headquarters this morning.
- What is it?
- It's a big building where generals meet, but that's not important.
Lançado em 1984 Top Secret foi o segundo filme deste triunvirato, e como os grandes desafios apenas estão ao alcance dos grandes génios, desde O Grande Ditador do mestre Chapiln que ninguém teve a arte de fazer da II Guerra Mundial uma comédia tão brilhante.
No meio de uma viagem de Nick Rivers, o ídolo rock do momento, ao outro lado da Cortina de Ferro sob o pretexto de participar num festival de musica, com a finalidade de se infiltrar nos HQ Nazis, são colocados diálogos, cenas e pequenos pormenores deliciosos. Todas as vezes que se vê este filme descobre-se um novo laivo de estupidez que fará as delicias de qualquer um.
Este filme além de marcar a estreia de Val Kilmer na grande tela, encarnando (o Rockabilly bem ao estilo de Elvis Presley) Nick Rivers, obriga-o a cantar (e bem) sendo todas as musicas de Nick Rivers intrepertadas por Kilmer himself. Foram inclusivé editadas em disco. Com certeza que esta seria uma das experiências que contribuiu para que Kilmer 17 anos mais tarde, se fundisse na perfeição com Jim Morrison (The Doors – Oliver Stone).
O Trailer abaixo é Nick Rivers a cantar uma musica cujo Titulo define na perfeição este filme: “How Silly Can You Get”
Omar Shariff, sim esse mesmo o Dr. Jivago, também tem uma passagem por este filme, é como ver o Michael Jordan jogar Golf, o gajo é muito bom.... mas o que é que este gajo está a fazer aqui?!
Não esperem de Top Secret interpretações brilhantes ou planos arrasadores, esperem antes um dos motivos básicos pelos quais o Cinema foi criado: Diversão.
Top Secret para mim foi e sempre será um épico da Comédia, conheci-o ainda bastante jovem da mesma forma que conheci os Python....magnetismo natural.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Furacão gay
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Gostas de Fly - Futebol - Jornada 4
Quem viu seguramente não esquece a grande Samp da 2ª metade da década de 80 e início dos anos 90: o palhaço Pagliuca na baliza, o velho Vierchowod no cadeirão central, o eterno Toninho Cerezzo e o esguio Katanec no meio-campo, a lebre Attílio Lombardo na ala direita e os gémeos do golo no ataque - Gianluca Vialli e Roberto Mancini.
Gémeos, mas não muito. Se Mancini era o talento, a souplesse, os pés de veludo, a estética, com o look tipicamente cuidado como um bello ragazzo, Vialli era o oposto: o músculo, a força, a raça e um look completamente indiferente para quem só se enamorava das redes adversárias. Boskov, treinador da altura, descrevia-o assim: "Ele defende como um tigre, ataca como um leão e é ágil como um puma".
Juntos fizeram mais de 700 jogos e quase 250 golos pela Samp. Colocaram o, na altura, 2º clube de Génova no topo do futebol italiano e europeu. 1 Scudetto (o único do seu historial), 3 taças de Itália, 1 Taça das Taças (2-0 ao Anderlecth de Marc DeGryse e Luc Nillis - 2 golos de Vialli) e ainda 3 finais europeias perdidas - Taça das Taças frente ao Barça; Taça dos Campeões tb frente ao Barcelona, mas agora o do Dream Team; e Supertaça Europeia frente ao Milan. Fantástico! A tal ponto que conseguiram que eu, um fervoroso romano, andasse dias e dias, nos chamados jogos de rua, com la maglia da Samp vestida (com o mítico sponsor ERG). Ainda hoje é o meu Estrela da Amadora no calcio.
Apesar de Mancini ser mais o meu tipo de jogador, Vialli era o meu fétiche (e Gianluca um dos meus nomes de guerra das peladinhas). Talvez por não ter nada a ver com o meu tipo de jogador preferido, isso fascinava-me: o odioso belo. E o desenrolar das suas carreiras acabaram por conferir alguma razão á escolha do meu coração.
Vialli tinha chegado do modesto Cremonese, passou 8 anos na Samp e após conseguir o milagroso título rumou à vecchia signora. O velho Trap esperava-o mas o seu trajecto no clube não foi pacífico. Para combater o portento alemão Lothar Matthaus do Inter, quiseram fazer de Vialli um jogador de meio campo, por ser um líder (e um líder deve jogar no meio campo), alguém que, com a força que Vialli tinha, viesse de trás e explodisse na área. Não resultou e chegou a afirmar-se Vialli Finito. Puro engano! O puma renasceu para uma 2ª vida e sob o comando de Marcello Lippi e com a companhia de Ravanelli, Paulo Sousa, Deschamps e afins, chegaram ao scudetto, a 1 Taça UEFA e a 1 Liga dos Campeões. Apesar da idade, ainda sentia falta da adrenalina e por isso foi em busca dela onde ela mais está presente: Inglaterra. Passou pelo Chelsea e aí venceu 2 FA Cups, a Carling Cup, a Community Shield, a Taça das Taças e Supertaça Europeia. Terminou a carreira nos blues e foi tb aí que iniciou as funções de treinador mas sem grandes resultados.
Já Mancini, chegou à Samp muito novo, vindo do Bolonha. Permaneceu em Génova durante 15 épocas (quando saíu, comprou 1 página no jornal para agradecer e pedir desculpa aos adeptos da Samp), até decidir tentar ganhar mais uns títulos na Lázio de Roma, o que conseguiu. Pelos laziale, venceu o 2º scudetto da carreira, 1 Taça UEFA e mais 2 Taças de Itália. Nunca chegou a afirmar-se como titular da squadra azzura (a concorrência tb era feroz) e acabou a carreita tb em Inglaterra, no modesto Leicester mas apenas efectuando 4 jogos. Começou a carreira de técnico na Lazio e dps de alcançar o tri nos nerazurri foi substituido pelo nosso Speciale.
Segue um 1º pequeno vídeo de quando a Samp batia os colossos de Itália e incendiava o já de si fervoroso Luigi Ferraris e, para quem tiver mais saudade ou curiosidade, um 2º vídeo com o resumo da final da Taça das Taças (o 2º golo é o exemplo perfeito da sociedade Gianluca & Manco). Forza Doria!
Declaração de interesses
O facto de tanto se falar nele por causa de um golo fraquinho vem, aliás, dar-me razão.
“E a movimentação?”, há quem pergunte. Realmente, nisso dou a mão à palmatória – que movimentação: é verdade que os pontas-de-lança ganham bem, mas pelo menos sabem que, em caso de golo iminente, têm de estar perto da baliza. As coisas às vezes são caras mas sabe bem verem-se compensadas desta maneira.
Ora, agora o remate. O remate que Postiga fez é em tudo semelhante ao que eu faria naquela situação. Meia martelada e à tabela, a bola lá entrou, ou seja, a minha também entraria. Com 5 metros de baliza disponíveis, Postiga consegue acertar no único meio metro que não devia. Pelo suspense que causou, outros cinco estrelaços.
Contas feitas, o Sporting até mereceu ganhar, não tanto por ter jogado melhor mas por ter conseguido fazer com que o Postiga marcasse um golo. E nisso, até acho os 3 pontos insuficientes.
Uma última avaliação para aquilo que o Postiga fez além daquele extraordinário golo: bom corte no meio-campo e boa substituição na segunda parte.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Uma sugestão útil
Agradeço que espalhem a palavra pois pode haver quem tenha este terrivel vicio de beber tudo o que seja leite já fora do prazo. Pelos vistos é para evitar.
Pedido aos Leitores
Quero aqui deixar um réptil aos nossos leitores.

Já está!
Agora quero deixar um repto (esta foi provavelmente a pior piada da história dos Blogs).
Recentemente Francisco Pombo, demonstrou vontade em escrever neste Blog, através da rubrica Gostas de Fly - Claques, Hooligans e outros energúmenos.
Visto este Blog ser feito a pensar em Todos Vós, peço-vos que deixem a vossa opinião acerca desta futura aquisição (ou não).
Obrigado a todos.
Aguardo friamente.