segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vespa


Muito havia por dizer sobre esta mítica e emblemática marca italiana, talvez a marca transalpina mais iconografia, mas logicamente que este Fly não chega para vos dar toda a história nem todas as características que fizeram deste simples veiculo de duas rodas o que ele é e representa hoje.

Deixo-vos apenas algumas informações para vos abrir o “apetite” para se vos interessar pesquisarem um pouco mais.

A Vespa surgiu no ano 1946 no pós guerra.
Na localidade de Pontedera, a fabrica de aviões foi devastada por bombardeamentos, pelo que foi como forma de aproveitar algum material não utilizado desta fabrica foi pedido que inventassem um veiculo simples, robusto, fiável e barato.
O design foi inspirado na scooter militar de origem norte-america (quem diria...) Cushman.

O sucesso na Europa e America do Norte foi imediato, com o seu design com protecção frontal contra a chuva e vento, bem como o motor tapado, o que evitava a sujidade da roupa com óleo e afins. Este foi um motivo muito importante para que este modelo fosse muito bem aceite pelas mulheres.

A expansão por mercados emergentes tais como a India, Taiwan, Indonesia, etc, foi bem conseguida, tendo o baixo custo e alta fiabilidade como características essenciais.
Nestes países, a marca mãe fez acordos com construtores locais de forma a que a produção da Vespa passasse a ser feita localmente, o que proporcionava um custo ainda melhor.

Até ao momento existiram 138 diferentes versões da Vespa, com transmissão manual ou automática e diferentes versões de design.
Apesar de não ter evoluído muito a nível estético, que é realmente a imagem de marca, a nível técnico as evoluções têm sido constantes, com a passagem dos motores de 2 para 4 tempos, com as transmissões automáticas e com estudos para um futuro breve, tal como a Vespa híbrida (gasolina + eléctrica).

Quando a Vespa fez 50 anos, em 1996, já tinha vendido a nível mundial mais de 15 milhões de veículos...
O numero actualmente vai em mais de 20 milhões... impressionante.

Uns vídeos ficam sempre bem J

quarta-feira, 6 de maio de 2009

GDF - Futebol - Jornada 25

Paul Gascoigne – Crazy Football

Quando alguém com o estatuto e méritos reconhecidos como Sir Alex Ferguson confessa que o maior erro da sua carreira foi não ter contratado Gascoigne ao Newcastle, então com 21 anos, parece-me um excelente certificado de qualidade, uma ISO 9001. Dizia o técnico escocês “we gotta have this boy, is the best I’ve seen for years and years”.
Já nessa altura, Sir Alex estava certo. Desde o tempo de Bobby Charlton que não se viu um futebolista que encantasse e criasse tanto euforia no reino de sua Majestade. Nem mesmo Keegan conseguiu criar tanta excitação. E entre Charlton e os recentes casos de Beckam, Lampard, Gerard e Rooney, creio poder afirmar que Gascoigne foi o melhor jogador inglês desses 30 anos.

Olhando para o seu currículo a nível de clubes (Newcastle, Tottenham, Lazio, Rangers, Boro, Everton, Burnley e algum exotismo asiático) e a nível de títulos colectivos (1 FA Cup, 2 Scotish Leagues, 1 Scotish Cup e 1 Scotish League Cup) isso não é comprovável mas, a marca que deixou em todos aqueles que gostam de futebol, essa vai para além dos “canecos”. Fica para todo o sempre e na memória de cada um. Como diria António Oliveira “quem não viu, não volta a ver”.

Gascoigne era um jogador electrizante, de alta voltagem, de elevada rotação. Apesar de um talento LP, nas velhinhas aparelhagens teríamos que o ouvir com um single, em 45 rotações. O seu futebol era a extensão da sua personalidade, louca, imprevisível, insconsciente, com tudo o que isso tem de positivo e negativo. Se estamos perante um jogador que, se nem ele tem ideia do que vai fazer a seguir, então como será possível antecipar o movimento e contrariá-lo. Esqueçam as observações e os relatórios sobre os adversários. A lógica não será uma batata mas um louco inglês com fogo nas botas e corrente eléctrica por todo o corpo. Um médio todo o terreno, com velocidade, capacidade de drible, condução de bola e remate de meia distância com ambos os pés. Um rompedor mas também organizador e cobrador de bolas paradas. Sprint, drible, tackle, pressing, tudo a 100 à hora.

O Mundial de 90 foi talvez o seu ponto mais alto, antes de todas as lesões que condicionaram a sua ida para a Lazio e a restante carreira (em 91 sofre uma grave lesão nos ligamentos cruzados e um ano depois, quando começava a voltar a jogar, fractura num treino a tibia e o perónio). Carregou a selecção inglesa até ás meia finais, onde viria a perder frente à Alemanha no desempate por grandes penalidades. Mas o que mais ficou desse jogo não foi o resultado final, foram as lágrimas, em pleno relvado, que Gascoigne verteu quando foi admoestado com o cartão amarelo que o afastava da final, assim a Inglaterra lá chegasse. São imagens inesquecíveis, que correram mundo, ao nível das de Eusébio no Mundial de 66.
Era a Gazzamania no seu auge, assim descrita por LF Lobo, “finalmente a Inglaterra tinha um jogador capaz de tirar o fôlego a toda uma nação que tradicionalmente contêm as suas emoções. Com ele, a “velha albion” exultou, sofreu, riu, chorou e descobriu que o futebol dos tempos modernos é paixão, génio, noite e dia, crespúsculo e alvorada, tudo ao mesmo tempo, durante noventa minutos”.

Tento retratar todos estes capítulos e convertê-los a esta causa, através de 3 vídeos: pelas palavras de Sir Alex Ferguson, pelos olhos do amante do futebol e pelo coração do povo inglês.