Quem disse que as histórias de amor obrigatoriamente dão em filmes para gajas e que não interessam para nada está redondamente enganado. Podemos ver e rever Casablanca vezes sem conta sem jamais beliscar os nossos índices de macheza, e é para isso que lá está Humphrey Bogart, um outro actor e o filme de certeza descambava num dramalhão secante, com Bogie jamais. Casablanca é considerado unanimemente um dos melhores filmes de sempre da história do Cinema (3º de sempre do American Film Institute), pessoalmente (que ainda conta mais) um dos melhores que vi.
Realizado em 1942 pelo Húngaro Michael Curtiz, Casablanca leva-nos a uma África desocupada (no início da 2ª Guerra Mundial), e ao reencontro entre o mais famoso par da história do Cinema, Rick (Bogie) e Ilsa (Ingrid Bergman). Rick funde-se na perfeição com Bogie, o eterno gangster, duro, apenas vergado pela sua paixão por Ilsa. Ingrid Bergman limita-se a ser a musa sueca dos anos 40 vencedora de 3 Óscares, um must.
Rick é o proprietário de um clube nocturno onde se misturam nazis, jogadores, refugiados e todo o tipo de gente. É suposto entregar um membro da Resistência Checa que chega a Casablanca aos Nazis em troca de um livre trânsito para a América. Até que descobre que a companheira do Checo é Ilsa, a sua antiga paixão que o abandonou em Paris. A partir daí é aproveitar cada momento do filme, absorver as frases épicas "Here's looking at you, kid" (umas das “lines” mais poderosas da história), "We'll always have Paris."ou "Louis, I think this is the beginning of a beautiful friendship.", que bastante utilidade vos trarão para a vida, e aprender a fórmula certa do que é ser um verdadeiro romântico, sem lamechice e sem lágrimas apenas com estilo.
Tudo isto levou a 3 Óscares, Melhor Filme (Óbvio), Melhor Argumento (Óbvio) e Melhor Realizador (consta que Ridley Scott em Alien usou técnicas de profundidade utilizadas por Curtiz em Casablanca).
Inesquecível também a musica tocada (a fingir) por Sam - As Time Goes Bye - (Dooley Wilson era na realidade baterista), o timbre que marca todo este filme.
Se ainda não viram, arrisquem em ver Casablanca (A Preto e Branco claro) com a vossa Ilsa ao lado e farão um brilharete, passarão por um tipo que até é sensível e aproveitam para ver um dos melhores filmes de sempre do Cinema.
Play it Sam:



