Birras ... Pode muito bem ser embirranço meu, especialmente porque pessoalmente nunca gostei muito do André Lima como treinador.
Chamem-me subversivo, intolerante, desconfiado ... mas nunca me saiu da cabeça que a transição dele para treinador principal de futsal do Benfica, despedindo no processo o Beto Aranha que até tinha ganho tudo o que havia internamente para ganhar no ano anterior, foi algo de muito suspeito.
Mas enfim ... tenho de dar o braço a torcer e neste momento é altura de comemorar ... e de o parabenizar ... a ele, aos jogadores e a toda a nação benfiquista.
A vitória de domingo, além de histórica, teve quase que algo de hercúlea ... quase que etéreo, pois até mesmo no Futsal muitos preferiram acreditar que a nós, lusos, ainda não temos condições nem mentalidade para estes voos.
No entanto, imediatamente após o triunfo sobre o Interviú teceu variadíssimos comentários, muitos deles ainda no calor da emoção e excitação normal de quem acaba de ser considerado o melhor da Europa na sua especialidade, mas um em particular caiu-me no goto ...
Já não é a primeira vez que alguém da nossa praça pública se refere ao Pavilhão Atlântico como “local tão emblemático”, e isso, meus amigos ... é algo que a minha moleirinha ainda não conseguiu atingir ...
Porque é que raio que o Pavilhão Atlântico há-de ser um local emblemático? O que é aquele espaço construído por alturas do Euro 2004 tem de tão especial para que tanta gente assim o considere?
Sinceramente não sei ... provavelmente por já lá terem tocado Elton John ou os Tokyo Hotel ... ou por já lá ter passado o Noddy e a Vila Moleza ...
Enfim ... não sei ... talvez algum de vós me possa elucidar sobre este assunto ...
