sexta-feira, 22 de agosto de 2008

THE CURE



Banda: The Cure
Álbum: Kiss me, kiss me, kiss me
Música: Just like heaven





E depois de umas quantas rubricas eis que chega a minha banda de eleição. Os Cure não são apenas um fetichismo meu, são uma das bandas mais importantes da história pop e provavelmente a mais influente nos ainda presentes anos 80. Discos como “Boys don’t cry”, “Faith”, “Desintegration” ou o suicida “Pornography” (uma das peças mais negras e mórbidas de sempre, cuja capa vos enviei ontem no teaser) são objectos únicos de uma geração, relatos de um Robert Smith que alternava entre a mais doce estória de amor e o mais profundo desejo de morte. Isto porque os Cure são Robert Smith, são todas as divagações que viajam pela cabeça deste génio de cabelo desgrenhado e voz anasalada, de tons góticos e lábios de baton.

Ao contrário do que o timing pede, não vou escolher o “Friday, I’m in love”. Não que tenha alguma coisa contra ela – não tenho, nunca tive, nunca vou ter: é uma canção pop quase perfeita, mas há canções maiores – isto é, há canções perfeitas – no repertório Cure. E “Just like heaven”, que lembra “O anzol” dos nossos Rádio Macau, é tiro certeiro – canção de amor em espaço onírico, fantasiosa e colorida, como Smith costuma fazer nos raros casos em que está bem disposto.


“Show me how you do that trick
The one that makes me scream he said
The one that makes me laugh he said
And threw his arms around my neck
Show me how you do it
And I promise you I promise that
I'll run away with you
I'll run away with you”

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