Michael Laudrup - Poesia em Movimento
Eleito pela Federação Dinamarquesa como o melhor jogador de sempre da Dinamarca, Michael Laudrup foi um jogador com tanta classe que o seu irmão, Brian Laudrup, (que tb foi um belíssimo jogador), apenas é conhecido como o irmão do Michael Laudrup (daí o espasmo que ia tendo qdo o Neves sugeriu ser esse o nosso player of the week).
Começou no Copenhaga, passando depois para o Brondby onde foi descoberto pela Vecchia Signora. Era, na altura, uma ala velocíssimo e como na Juve jogavam uns tais de Platini e Boniek (e havia limitação de estrangeiros), foi emprestado 2 anos à Lázio. As coisas não correram de forma exuberante mas o talento estava lá e assim que Boniek saiu para a Roma, a Juve fez regressar Laudrup. E em boa hora o fez: foram campeões no ano seguinte.
Passaram mais 3 anos sem títulos em Turim (culpa do Nápoles de Maradona, do Milan do trio de holandeses e do Inter do trio de alemães) e, no final do contrato deu o passo decisivo rumo á imortalidade futebolística.
Rumou a Camp Nou e foi peça decisiva do famoso Dream Team. Ajudou ao titulo de campeão da europa que o Barça perseguia há anos (1-0 à Sampdória de Vialli e Mancini - golo de Ronald Koeman) e, em 5 anos na cidade condal, ganhou os 4 últimos títulos nacionais seguidos. Fartou-se de Cruyff e rumou ao arqui-rival Real Madrid. Resultado? o Real foi campeão no ano seguinte!
Pelo meio participou no Mundial 86, na selecção da chamada “Dinamáquina”. Quem viu não esquece Elkaier-Larssen (fumava 2 ou 3 maços tabaco por dia e fez do Verona...campeão de Itália), de Morten Olsen, de Soren Lerby (o box to box de meias em baixo), de Jesper Olsen (o pequeno esquerdino que parece o Tom Petty). Fantástica equipa!
No final de carreira rumou ao Japão mas ainda voltou á Europa a tempo de jogar 1 época no Ajax. Ah, o resultado? Campeão nacional holandês!
A única desilusão da carreira foi a ausência do Euro 92 por incompatibilidade com o treinador. A Dinamarca, depois de ser repescada, acabou por se sagrar campeã da europa (grande prova do seu irmão) e foi a cereja que faltou em cima do enorme bolo que foi a carreira de Michael Laudrup - sem dúvida no top 10 dos jogadores que já vi jogar.
Abaixo podem ver um vídeo que resume tudo o que era enquanto jogador. Se na jornada anterior, disse que o Oliveira não era médio, nem extremo, nem avançado, Laudrup era tudo isso.
Tirando a qualidade da imagem e da banda sonora (desculpa RBF), o vídeo é excelente. Mostra a fase de talento presente mas ainda por lapidar na Juve, a versatilidade em Barcelona na fase goleadora, o cérebro na selecção da Dinamarca e, finalmente, e a minha preferida, a classe devidamente amadurecida de playmaker no Barça (o baixinho Romário deve ter uma foto do homem no quarto, tantas foram as assistências) e no Real (até podem ver o imberbe Raúl a despontar)
terça-feira, 19 de agosto de 2008
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