quinta-feira, 18 de setembro de 2008

CURVA SUD ROMA


Para esta primeira crónica sobre Claques apresento-vos a (na minha opinião) mais mítica "curva" de Itália: A CURVA SUD da ROMA. 

Começamos logo com uma Curva inteira e não com uma única claque, mas esta merece!

A Sud tem tido uma história turbulenta, mas que só ajuda a construir o seu mito, deixo desta forma aqui um pequeno resumo da mesma, e alguns episódios marcantes.
 
Antes de 1977 já existiam "claques" na Curva Sud Romana, nomeadamente as FEDAYN (ainda existem, historicamente alinhados à Esquerda) , Guerriglieri della Curva Sud, Fossa dei Lupi, Pantere e os BOYS (historicamente alinhados à Direita).  
A 9 de Janeiro desse ano dá-se um evento que para sempre marcará a história do movimento ULTRA, os Guerriglieri della Curva Sud, Fossa dei Lupi, Pantere e BOYS, decidem unir-se formando o COMMANDO ULTRÀ CURVA SUD (CUCS). Sob a liderança dos CUCS a  Sud começa a construir o seu legado e a coleccionar inimigos um pouco por toda a Itália.

Os tempos foram passando até que chegamos ao Verão de 1987 quando o presidente da Roma, procurava contratar Manfredonia, que toda a sua vida tinha jogado no arquirival dos  Romanisti, a SS LAZIO. Para piorar a situação, Manfredonia tinha um passado de insultos aos adeptos da Roma e chegou a ser condenado por "vender" resultados da Lazio aquando da sua passagem.  Nesse momento a Sud mostrava-se em unida contra a contratação, mas de pouco valeu pois a contratação do jogador acabou por verificar-se. 

Esta transferência acabou por influenciar a história da Curva Sud de uma maneira que ninguém poderia adivinhar. Parte substancial dos líderes dos CUCS decidem criar o Grupo-Anti-Manfredonia, jurando nunca perdoar o jogador, recusando-se a apoiar a equipa enquanto este estivesse em campo. As "sobras" desta separação formam os Vecchio CUCS. A tensão na Sud crescia de dia para dia e tudo explodiu no dia 23 de Setembro de 1987 num jogo contra o Génova. Nessa tarde, na bancada,  registam-se violentos confrontos na Sud  entre as duas facções envolvendo centenas de adeptos de cada um dos lados.

Os dois grupos continuaram a co-existir durante anos, mas após estes confrontos, muitos dos pequenos grupos que lhes haviam dado origem (nomeadamente os BOYS) decidem afastar-se, e voltar a apresentar-se na Curva com  a sua faixa própria.  

Passado algum tempo assiste-se à criação dos AS ROMA ULTRAS, grupo composto maioritariamente por malta mais jovem e alguns "históricos" dos CUCS originais, os ASRU, apesar de terem tido um parto dificil, acabaram por se impor no comando vocal e cénico da Sud, localizando-se na partei baixa e central da curva. Sod a liderança destes, começamos a assitir a grandes coreografias que ocupam toda a curva e um novo "boom" na intensidade do tifo.

 Actualmente a Curva Sud alberga dezenas e grupos de dimensão variada, e milhares de "Ultras" (adeptos) sem ligação directa a nenhuma claque. No entanto em termos de apoio funcionam com uma única claque, únida no apoio à Roma.

Ao melhor estilo italiano, há poucos dias os ASRU comunicaram que vão abandonar a parte baixa da curva e consequente liderança da Sud, devido a mais confusões e tensões com outros grupos "vizinhos".


Aconselho a todos a visita ao site http://www.asromaultras.org/ para ficarem a saber ainda mais sobre os adeptos da Roma.

2 comentários:

... disse...

Ora aí está o Gabriel Alves das claques. O homem das curvas, a começar pelo sua curva abdominal.
Extraordinária opção de estreia a nossa AS Roma e mais informação da qual não fazia ideia. Bravo, ragazzo. Forza Roma!

FN disse...

Muito bom Pombo! Excelente forma de conhecermos o mundo das claques. Mais uns inputs de cultura geral.