Walter Zenga – O Homem Aranha
Para quem depois viu Preud-Homme, Schmeichel, Baía ou Buffon, pode agora já nem ter Walter Zenga como um dos eleitos mas o certo é que, entre a 2ª metade da década de 80 e a 1ª metade da década de 90 foi, literalmente, o Maior.
Com uma envergadura perfeita para posição (1,88 cm) e com os atributos da grande escola italiana de guarda-redes (vidé Zoff, Tancredi, Peruzzi, Pagliuca, Buffon...), Zenga tinha uma grande colocação entre os postes, dominava bem o espaço aéreo, era ágil e um verdadeiro líder. A tudo isso, juntava ainda toda a postura de um italiano vero: elegante, vaidoso, com cabelo à ponta de lança e sempre de meia preta a condizer com o calção e a bota. Era o meu GR.
Começou nas divisões secundárias e chegou ao Inter em 1982, agarrando a titularidade na 2ª época em San Siro, para ser o rosto da baliza interista até 1994. Jogou ainda 2 épocas na Samp e 1 na Pádova, terminando a carreira nos states ao serviço nos New England Revolution.
Durante a sua estada no Inter, Zenga, mais que ganhar títulos (1 Scudetto e 2 Taças UEFA), ganhou o coração e o respeito dos tiffosi, o que foi bem expresso há umas semanas atrás quando, como treinador do Catania, regressou pela primeira vez a San Siro e foi alvo de uma estrondosa homenagem com uma tarja que dizia somente W 1 Z - Walter Zenga o Nº1.
Mas o reconhecimento não foi só em Itália já que foi 3 vezes consecutivas, 89, 90 e 91, eleito o melhor GR do mundo.
Já na Squadra Azzurra, foi dono e senhor a partir do Euro 88 mas o momento alto aconteceu no Mundial de 90, realizado precisamente em Itália. A minha Itália fez um início de prova fantástico e chegou até às Meias Finais sem sofrer um único golo. Zenga esteve 517 minutos sem sofrer um golo o que, ainda hoje, é recorde em fases finais de Mundiais. Só que, no início da 2ª parte, Caniggia (até com algumas responsabilidades de Zenga) decidiu terminar com o recorde e mudou a história anunciada, restabelecendo a igualdade e levando o jogo até ao desempate por grandes penalidades onde o herói viria a ser o GR argentino Goycochea.
A Itália ficou pelas meias finais sem perder um único jogo e tendo sofrido apenas um golo. O Futebol é ingrato...ás vezes até para os italianos.
Abaixo, deixo-vos um brevíssimo vídeo do referido tributo prestado pelos tiffossi nerazzuri e uma compilação de grandes momentos de Walter Zenga.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
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5 comentários:
Esse não foi o jogo realizado em Nápoles? Onde havia quase 50-50 de apoio a cada uma das Selecções?
Esqueci-me de assinar.
RBF
Confesso que os gajos que sempre me irritaram mais no futebol foram os guarda redes Italianos, porquê?? Porque são os maiores...Os Italianos já defendiam que irritava, depois sempre que se conseguia ultrapassar aquelas muralhas apareciam os Zengas, os Peruzzis, os Toldos, os Buffons, etc... e golos era nem vê-los.
Mais um excelente post, mítico guarda-redes!
Avé FF.
Zenga... que grande GR.
Para mim (de quem me lembro) é dos melhores de sempre. Ao seu nível em Italia, nos ultimos tempos só o Buffon. Mas o Zenga tem um carisma que o Buffon não vai deixar para a posteridade.
LL
Foi sim, RBF. O maior erro de sempre do futebol italiano. Marcar uma possível meia final com a Argenyina de Maradona em Nápoles. Toda a equipa argentina era assobiada mas, qdo a bola chegava aos pés de Deus, nem uma mosca se ouvia.
Muito bem, RBF.
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