Diamantino – O Diamante da Luz
Logo a seguir à locomotiva Carlos Manuel, Diamantino foi, durante muitos anos, o meu jogador preferido do Glorioso. Conhecido pelo Vesgo (por uma deficiência que tem na vista) e por Diamante, o nosso flyado da semana foi um dos jogadores mais marcantes do Benfica e do futebol nacional nos eighties.
Nascido na Moita, portanto, na margem sul que durante anos a fio foi o viveiro benfiquista, Diamantino era (e é) vermelho para além das 4 linhas. A sua orientação política era bem conhecida e a sua personalidade vincada era bastante atreita a alguns conflitos. Era claramente um dos líderes de balneário, fazendo parte do núcleo duro com Carlos Manuel, Bento, Chalana, ente outros, assegurando a tão famigerada mística que hoje é vulgarmente mencionada sem qualquer critério. E essa faceta viu-se igualmente ao serviço da selecção nacional que representou no Euro 84 e no Mundial 86, tendo sido um dos chamados “cabeçilhas” do famoso caso Saltillo.
Nas 4 linhas foi encaraddo como uma promessa desde muito cedo, com presença regular nas selecções jovens mas, como sénior, Diamantino só á 2ª se impõs na Luz, após passagens pelo Amora (então na chamada 1ª Divisão) e para o Boavista para "ganhar calo". Com a chegada de Sven Goran Eriksson o Diamante foi finalmente lapidado, tendo vencido, entre 82 e 90, 4 Campeonatos e 4 Taças de Portugal de águia ao peito, registando ainda a presença na Final perdida da Taça Uefa de 83, frente ao então tubarão europeu, Anderlecht.
Para além das caracteríticas de personalidade, Dianmantino era sobretudo um jogador versátil. Driblava, assistia, marcava golos e cobrava bolas paradas (os célebres livres de folha seca), quase tudo com o mesmo nível de eficácia e com ambos os pés. Uma grande leitura de jogo e uma condução de bola elegante, completavam o ramalhete. Exemplo desta versatilidade é o facto de ter começado como avançado, ter depois brilhado como ala direito e, na fase de maior maturidade, jogar como médio criativo, como pensador de todo o futebol atacante. Um eterno camisa 11 que foi também camisa 7 e camisa 10. Notável.
E o momento mais triste da carreira terá sido quando já actuava como camisa 10. No dia 21 Maio de 1988, o Benfica fazia, contra o Guimarães, o derradeiro ensaio para a Final da Taça dos Campeões Europeus, frente ao PSV. No decorrer do jogo, Diamantino sofreu uma lesão gravíssima, afastando-o dessa final. O Benfica era, nessa fase, uma espécie de Dimantinodependente e isso viu-se em Estugarda. Só Diamantino tinha o mapa do golo e após o 0-0 final, as grandes penalidades levaram a taça para o Phillips Stadium...A mim ninguém me tira da cabeça que com o Diamante em campo, hoje brilhava outra jóia no museu da Luz.
Deixo-vos com imagens de um troféu que, esse sim, hoje mora na Luz, numa gentil oferta do nosso Vesgo.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
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2 comentários:
O Vídeo que puseste é precisamente a causa porque eu não gosto do Zarolho. .maldito.
Agora clubismos à parte, há que reconhecer que era um dos bons jogadores que marcou a geração de 80, Rápido, Inteligente, Tecnicista. Os que falam da actual mística Benfiquista e se deixam iludir por circos e palhaços, deviam levar uma entrada ao nível do pescoço do Mozer, por desrespeito aos tempos de Diamantino, Chalana, Carlos Manuel, etc, etc isso sim era mística (que eu sinceramente espero que não volte!)
Mais um bom post de FF!!
Lamento FF, mas o Diamantino foi um jogador que eu nunca gostei (clubite aparte).
A minha sensação é que foi sempre overrated em relação ao valor real.
LL
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