
Luc Besson é um dos meninos rebeldes do Cinema Europeu, actualmente completamente “Hollywoodizado” trata-se do realizador Francês (e um dos Europeus) com maiores créditos firmados no Cinema de Acção. Distinguido-se por planos vertiginosos, em filmes repletos de movimento como o são as Sagas Taxi e Transporter ou o “Gaultiézado” Quinto Elemento, teve em 1994 o ponto alto da carreira com um Fantástico Leon. Um filme que ultrapassando a barreira dos Action Movies acaba por ser uma das mais improváveis histórias de amor que o cinema viu, apesar da censura americana ter proibido algumas cenas que achou impróprias para uma garota e um assassino a soldo. A versão europeia está como Besson a pôs ao mundo.
Leon é um Hit Man, interpretado por Jean Reno (um dos actores fetiche de Besson) que se vê obrigado a acolher uma garota impedindo que esta fosse executada por uns polícias corruptos (inesquecível essa cena). A ambiguidade da história é notável pois por um lado é-nos mostrada a relação quase Edipiana entre Mathilda e Leon, e por outro é-nos dado a conhecer Leon na sua pura crueldade (assassino sem remorsos cuja única relação que tinha era uma planta), matando a soldo e treinando Mathilda para que esta possa vingar a sua família.
A bela Natalie Portman (a Princesa Leia dos novos Star Wars) nasce para o Cinema às mãos de Besson como Mathilda e brilha bem alto (apesar de demasiado nova arrasou no casting). Jean Reno confirma os créditos que fazem dele o mais famoso actor francês da Actualidade. O mau da fita (que alguns anos mais tarde voltaria a ser vilão de Besson como o Tirano Zorg no 5º Elemento) é Gary Oldman talhado para este tipo de papéis eleva claramente a fasquia do filme.
3 comentários:
Este filme tenho de ver!
Pelo trailer fiquei muito augado.... Jean Reno grande actor!!
Conheci este filme por sugestão tua, FN. É um excelente filme. Gosto particularmente da interpretação do Gary Oldman, além obviamente da do Reno.
PS: Não sei o nome da planta dele.
Já vi o filme mas há muito, muito tempo. Lembro-me de ter gostado mas não ter ficado fascinado. E nem sequer, agora que é conhecida, me apercebi da Natalie Portman. Perante esta tua descrição, obrigar-me-ei a vê-lo de novo e tentar entrar mais além no filme.
A tua descrição do Gary Oldman é isso mesmo, é o mau da fita que acaba por, na maior parte das vezes, ser mais facilmente identificável que o bom da fita
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