quarta-feira, 15 de abril de 2009

The Shawshank Redemption


Na linha dos filmes "Must ver antes de falecer" o Fly desta semana é a obra prima do Francês Frank Darabont - "The Shawshank Redemption" de 1994, uma adaptação do livro do Super Seller Stephen King, Rita Hayworth and The Shawshank Redemption - Aliás dos cinco Filmes realizados por Darabont, quatro são adaptações de obras do seu amigo pessoal Stephen King (The Woman in the Room, Shawshank Redemption, The Green Mille e o mais recente The Mist).

O habitat natural de Darabont é o Sobrenatural, a Fantasia, o atro, é esse o seu mundo de eleição para escrever/adaptar e realizar. O seu próprio nascimento parece saído de um dos livros de King, pois nasceu num campo de concentração Nazi (Pombo é este o termo?), sendo provavelmente daí que em alguns dos seus filmes os prisioneiros não são criminosos mas sim "anjos".

Pegando no pequeno martelo de escultor e começando a moldar o Fly desta semana, The Shawsahnk Redemption é a História de Andy Dufresne (Tim Robbins) contada pelo seu melhor amigo Red (Morgan Freeman). Dufresne é injustamente atirado para a prisão de Shawshank pela morte da sua mulher onde conhece Red a cumprir pena e é aí o ponto de partida.

Apesar de 95% deste filme se passar na prisão, todo ele é assente numa história muito boa e sobretudo bem contada, que foge muito além das paredes de cimento do pátio da Prisão. Darabont tem o mérito de ser minucioso, pegar em cada personagem (desde os prisioneiros aos guardas) e conferir-lhe uma personalidade única, além disso os pequenos pormenores do filme (desde a presença de Hayworth na tela muito bem relembrada por RBF, ao esvaziar os bolsos no Pátio) não são descurados, tudo faz sentido (chega quase a fazer lembrar Kubrick). Tudo isto é recheado de planos fantásticos (veja-se a foto acima), mas pesando todos estes factores é sem dúvida a História que faz deste filme imponente.

Das estrelas que brilham na tela os créditos principais vão para credível inocência de Tim Robbins, manipulado pelo Director da Prisão e amedrontado por prisioneiros e guardas (está aí a outra chave do filme), mas Morgan Freeman confere-lhe a estabilidade, tal como um velho capitão não deixa o filme ir para águas muito agitadas e deixa que a história siga o seu rumo natural (nomeado para Óscar de melhor actor, entre as 7 nomeações que este filme teve). Morgan Freeman é um actor fantástico, apenas talhado para este registo mas fantástico.

Pela história de King e Darabont e sobretudo pelo final, este filme deve ser visto e revisto. Um dos melhores filmes jamais feitos.

E porque nem tudo tem que ser sério, para quem já viu o filme o video abaixo é imperdível, de ir às lágrimas:




3 comentários:

3RRR (Henrique Freitas) disse...

Estes Film in a minute estão de morte: já vi o Kill Bill, Forrest Gump, Pulp Fiction, Reservoir Dogs, e são demais.

... disse...

Great movie

A 1ª vez que o vi ia sem grandes expectativas, tipo, “mais um filme numa prisão, com o Morgan Freeman no seu estilo” e tal mas, 15 ou 20 minutos depois já tava tão embrenhado como em poucos filmes. È verdade que o MF manteve o registo mas ali assenta que nem uma luva. È um daqueles filmes que capta sem forçar, sem sexo, sem guardas com interrogatórios macabros ou mangueiradas à Stallone. Fantástico. E os pormenores, como o da terra dos bolsos, são realmente fabulosos. Quem viu o Tim Robbins no Top Gun e depois aqui...

Perdeu o Óscar para o Forrest Gump mas ainda assim fica para a história como se o tivesse ganho.

LL disse...

Não me perdou-o por não ter ganho isto...

Este é um dos meus filmes favoritos.

Tenho de ter novamente este filme, nem que compre o original.

Fantástico.

Obrigado FN