Há dois assuntos chave na carreira de Marvin Gaye: um primeiro, mais solidário e ecologista, que defendia um amor universal (de todos para todos, portanto); um segundo, mais libertino e desprendido, que apelava a uma revolução e libertação sexual. Podemos até dizer que, entre muita coisa boa feita por este filho da Motown, as obra máximas de Gaye são precisamente os dois discos que funcionam como estandarte dos seus valores – “What’s going on”, disco interventivo e que reclama um mundo novo; “Let’s get it on”, disco que cheira a sexo por todo o lado e engata melhor e mais depressa do que um James Bond representado por Roger Moore.Não querendo ser desmancha prazeres, Marvin Gaye sempre teve mais jeito a abordar a questão sexual. Assim, trago o tema mais suado e perigoso de sempre (sim, adivinharam, “Let’s get it on”), que tem o dom de fazer de qualquer homem um casanova e de fazer de qualquer mulher uma presa fácil. O aviso é para ser levado a sério: se é apenas uma amiga com quem nada irá acontecer, não carreguem no play.
3 comentários:
Antes de mais, saúdo o regresso de RBF, reclamando as rubricas anteriores com a ameça de um forte correctivo.
Depois dizer que gostei muito mais do texto, curto mas com estilo e sex appeal, do que da música. não me diz mesmo nada...no entanto, resulta, pq já estou a aqui a fazer o amor com a Bratz da minha Pipa e ainda há 10 minutos atrás éramos só bons amigos
É obrigatório ouvir este senhor. Gaye traduz como ninguém a alma negra do soul, dos blues mas carregada de Sexual Healing...
Faço minhas as palavras de FF. Apesar de não estar a fazer amor com a boneca Bratz, começo a ver que a Amy Winehouse que está ali na capa do CD, começa a olhar para mim com outros olhos.
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