Ou porque ama demasiado a liberdade ou porque é demasiado eremita, dele nada se sabe. Apenas que é Londrino e que é um génio do dub. Até pode ser mulher, inclusivamente, ou um miúdo de quinze anos. Disse numa entrevista (por telefone, obviamente), que apenas 4 ou 5 pessoas da sua própria família sabem que ele compõe música e nenhuma delas o liga ao projecto Burial.O que realmente se sabe é que em dois anos fez dois discos, e em dois discos fez duas obras-primas urbanas, nocturnas e eremitas. É provavelmente o único artista que consegue elevar a música electrónica a um patamar superior de misticismo.
Penso que será difícil pôr-vos a ouvir electrónica – não é, de todo, um género unanimemente aceite – mas arrisco a opção porque precisam de enriquecer os vossos ouvidos e a diferença nunca fez mal a ninguém.
A canção que apresento funciona como introdução ao último álbum, “Untrue”. Seria melhor colocar todo o disco em anexo, porque Burial deve ser ouvido de uma ponta à outra, mas é o que se arranja e serve bem – é banda sonora para uma Londres assombrosa e em decadência com luzes de tom escuro a iluminar pouco mais que a lua. O beat da música é das melhores coisas que a electrónica fez.
3 comentários:
Muito bom, pá!
Das melhores ementas que o Chef RBF já nos serviu
De facto nem com o melhor lá vou, sorry RBF mas não gosto mesmo de musica electrónica.
Tenho de confessar que, não é um som que à partida possa dizer, que me satisfaz plenamente. Ouve-se (talvez no carro, quiçá).
No entanto, e como referes no Post que ouvindo o album inteiro se tem uma melhor percepção, gostaria de to "cravar".
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