quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Portugal – Albânia, pequena dissertação filosófica

Aquilo de ir a todos os Europeus e Mundiais. Aquilo de chegar longe nas competições. Aquilo de ficar à beira de ser campeão de alguma coisa. Aquilo de sermos temidos como se fossemos a máquina de guerra Germânica em plena segunda guerra. Aquilo de nos respeitarem internacionalmente, inclusive pelos tais Germânicos da máquina de guerra. Aquilo de ganhar jogos fazendo apenas o suficiente. Aquilo de sermos o monstro da eliminação de Ingleses e Holandeses.

Aquilo era, vendo bem, tão pouco português.

Portugal não era aquilo de antes, Portugal é isto de hoje.

Isto de perder tudo em cinco minutos. Isto de tentar compensar a merda que se fez antes. Isto de se desenrascar com aquilo que tem, que normalmente é pouco, nas condições possíveis, que normalmente são más. Isto de ler a lei de Murphy e compreender cada palavra. Isto de acusar tudo e todos por tudo o que aconteceu de mau, e de agradecer a Deus por tudo o que aconteceu de bom.

Isto é o que sempre fomos, e lá nos conseguimos livrar daquilo bem a tempo.

Hoje, finalmente, voltámos a ser Portugal.

5 comentários:

... disse...

Isto é tão verdade. Acho que é até genético.

Anónimo disse...

Aquilo foi tão bom enquanto durou. Isto está a custar a digerir.

Master Aucrun disse...

Eu (ainda) acredito!

FN disse...

É o que faz tirarem o verde dos calções...

Master Aucrun disse...

Esse sentimento a que de forma suave te referes, já Amália o descrevia ... é o nosso Fado ... é a nossa "Estranha Forma de Vida!"