
Queria começar este meu Post com um breve texto, que intitulei de “A sensualidade do Ralo da Banheira.”:
“ ... o liquido tanslucido e morno, desce suavemente pelas margens brancas e amenas da banheira ... docemente como se se tratasse de caricias de dedos sensuais a deslizar nos seios desnudados duma mulher ...
... vai descendo, no seu rumo morno e terno, e à medida que se aproxima, o que era suave começa a tornar-se mais agitado ... como se esses mesmos dedos vibrassem de excitação ao descerem de encontro ao ventre exposto ...
... de repente, no meio já de aguas tumultuosas, vislumbra-se o destino tépido e cruel ... tal como se os dedos mergulhassem nos lábios humidos e repletos de sensualidade duma mulher.”
É extraordinária a capacidade do ser humano em tomar a maior parte das coisas por garantidas.
A complexidade de tudo o que nos rodeia é tão simples, que muitas vezes nos passa pelos olhos sem tomarmos real consciência de que existe.
O Ralo da Banheira !!!! Mas o que é isso do Ralo da Banheira??
Será que merece a pena falar no Ralo da Banheira?
Pessoalmente acho que não. Acho que é uma perda de tempo, e simultaneamente uma estupidez, mas uma vez que já comecei a escrever, vou terminar.
Primeiro acho que temos de nos perguntar “O que é o Ralo da Banheira”?
- Pois é. Por definição é a zona por onde a agua da banheira se escoa, ou como muitas vezes descrito pelo povo, como o “sitio onde fica a m***a retida”.
Eh pá ... mas, será que é apenas isso? Será que não há nada mais além? Será que o Ralo da Banheira é apenas um escoadoro para a trampa?
Pois é caros amigos ... eu acho que sim. O Ralo da Banheira é apenas um simples e sem interesse filtro de trampa.
Mas também acho que há algo mais. Algo muito mais profundo que nos liga intimamente a esse mero ponto de passagem.
O Ralo de Banheira é um amigo que nos ouve os lamentos, as queixas e jamais se importa ou riposta.
É um verdadeiro camarada, que pacientemente escuta as nossas cantarolices no banho sem nunca se queixar, nem se importando quando acrescentamos ao Refrão, um ou dois peidos, daqueles bem sonoros, que muitas vezes até que dão um toque de classe à musica.
Já repararam que o Ralo jamais se importa se se peidam, cospem, assoam, ou mesmo “agitam o iogurte” ... é mais que um amigo ... e está lá para todas as alturas.
No entanto, continuamos a fazer sofrer os Ralos da Banheira deste Mundo, e muitas vezes com requintes de malvadez.
Quando o Ralo entope, lá vem a ventosa (desentupidor) e …. pumba, pumba, pumba …
(vocês não gostariam também de, quanto estivessem de prisão de ventre que alguem vos espetasse uma ventosa no cu, para largarem o cócó, pois não?)
E a quantidade e diversidade de porcaria que obrigamos o ralo a engolir.
Pois é … Nós Jogamos à bola, nós vamos ao BTT, vamos ao PaintBall, e quando chega a altura de nos limparmos e tornarmos de novo a pessoa apresentavel, quem é que paga a factura?
Claro está … O Ralo da Banheira.
Pois é … é terra, é lama, é suor, é nhanha, … já imaginaram o que nós impingimos ao Ralo da Banheira? E alguem se importa com isso?
Nããã…
Pois é … o Ralo da Banheira é sem sombra de duvida um injustiçado e incompreendido.
Eu não consigo imaginar um Mundo sem Ralos de Banheira. E vocês?
2 comentários:
Eu não conheço os teus hábitos de higiene, mas o meu ralo de banheira é tudo menos um escoador de trampa!!! De qualquer forma abordas questões bastante pertinentes e interessantes. BOM POST!!!
És o maior. Conseguir dissertar sobre Caixotes do Lixo e Ralos de Banheira não é para qq um. Sou um fã assumido da rubrica enquanto enverdar por esta linha completamente nonsense.
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