
The Good Will Hunting revela em todos os seus contornos toda a magia do Cinema, sendo a sua génese por si só uma história digna de um filme.
Matt Damon e Ben Affleck eram então dois jovens amigos de infância de Boston, com fugazes entradas num ou outro filme. Entretanto escrevem um argumento, que a Miramax (conhecida pelos seus filmes mais independentes) aceita produzir, resultado: um filme soberbo, não só escrito mas protagonizado pelos 2 jovens, que marcou a edição de 1998 dos prémios máximos do cinema. Nomeado para 9 Óscares (entre eles melhor filme), onde arrecadou 2 estatuetas (3 em abono da verdade), uma para Robin Williams (à quarta foi de vez - melhor actor secundário) e uma (duas) para o melhor argumento original (adivinhem para que dupla), garantindo assim a entrada nos eternos de Hollywood, relembro que isto não é o filme.
O filme conta-nos a história do jovem sobredotado Will Hunting (Matt Damon), que prefere trocar o seu génio matemático, por uma vida boémia igual à dos seus medíocres amigos, e a tentativa de um professor Universitário e de um psicólogo o levarem a assumir aquilo para que foi predestinado, obviamente com Boston e todo o mundo académico como pano de fundo.
Os diálogos do filme são fabulosos conseguindo até tornar a própria representação (mais ou menos atabalhoada) de Affleck convincente. Mas os momentos que nos levam a querer ver e rever o filme, são os duelos entre Robin Williams e Matt Damon, todo filme converge para essas cenas, tornando-as de facto inesquecíveis. Williams no papel do psicólogo prova mais uma vez que não é só no registo cómico que é brilhante, já o tinha feito no Clube dos Poetas Mortos e volta a fazê-lo. De vez em quando gosta de levantar o dedo entre Flubbers, Jacks e Jumangis e chamar-nos para vermos grandes lições de representação, mostrando-nos a sua versatilidade (já em Good Morning Vietnam tinha atingido o auge). Damon é imaculado no papel que escreveu, valeu-lhe uma nomeação para melhor actor (muito superior a Affleck). Minnie Driver (também nomeada para Oscar neste filme) além do jovem Will, consegue-nos seduzir implacavelmente, Skylar é a simbiose perfeita entre dureza e doçura, cada plano dela transpira sensualidade.
O filme é realizado por Gus Van Sant (nomeado para melhor realizador), que tentou desenhar o mesmo modelo em Finding Forrester (um filme simpático) e voltou à escola com Elephant (Palma de Ouro em Cannes).
De certo que muitos de vocês já viram O Bom Rebelde - título com o qual fomos presenteados - se não viram é obrigatório, um filme que vale mesmo a pena ver.
Quem visse os dois miúdos abaixo a receber o Óscar, jamais pensaria que era para melhores argumentistas, num filme que eles próprios protagonizaram, mas é essa a Magia do Cinema:
2 comentários:
Tenho um imenso pedido de desculpas a fazer, primeiramente a FN, e de seguida a todos os leitores deste blogue que já viram e vibraram com o filme, mas a verdade é que nunca o vi.
No entanto, hà 3 motivos pelos quais aspiro muito sinceramente a que alguem mo empreste:
1- Pelo excelente post que FN fez em seu redor.
2- Pelo facto de ter três gtandes actores.
3- Por ter Robin Williams como intérprete em mais um papel que não de comédia.
Adorei o filme quando o vi. Já gostava muito do Robin Williams e passei a ter um "fraquinho" tb pelo Matt Damon, com todo o carácter homossexual que isso pode encerrar.
E o Post, agora com a Minnie Driver, adquire logo outro encanto. è muito, muito louca.
Uma bela recordação com um vídeo fantástico, melhor que uma qq cena do filme para ilustar o texto de FN.
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