Ainda hoje o nome Daniel Larusso nos dá aquele friozinho na barriga quando o recordamos a entrar para o ultimo Round do torneio contra o mais temível dos Cobra Kai (sweep the leg). Ainda hoje nos dá um arrepio na espinha quando o vimos abrir os braços para fazer aquele mítico golpe invencível, desafio qualquer um de vós mudar de canal nessa cena... humanamente é impossível . Ainda hoje Mister Miyagi nos relembra uma fonte de infinita sabedoria, que consegue transformar um mero jovem numa temível arma de Karate treinando-o a encerar carros (Wax on, Wax Off) e a pintar cercas, é ele a grande personagem de Karate Kid que valeu a Pat Morita, que chega a roçar o carisma de Bruce Lee, o Óscar de melhor actor secundário.
Karate Kid teve esse condão, de nos ter feito sonhar, vibrar... desta vez não era o tipo cheio de estilo, força e poder que era o nosso herói, era precisamente o contrário, um puto igual a todos nós, um teen anti-herói (apesar dos 22 anos de Ralph Macchio!!) e isso fez a diferença, qualquer um de nós podia ser o Daniel Larusso. No dia seguinte a ter sido visto Karate Kid, os pátios das escolas pareciam colónias de Garças com toda a gente a tentar fazer o tal golpe impossível de defender, inesquecível. Juntou o main stream do Cinema Americano com a mística das Artes Marciais. Inclusive a eterna namoradinha dos filmes dos Anos 80 e 90, Elisabeth Shue estreia-se em Karate Kid.
Foram feitos mais alguns filmes da Saga, mas o impacto do primeiro jamais foi igualado e ao quarto filme já nem Daniel San entrava, muito pobre... Dos restantes fica para a memória a musica Glory of Love de Peter Cetera de Karate Kid II.
Curiosamente Ralph Macchio (Daniel San) e o Realizador John Avildsen surgem no Cinema pela porta grande e têm percursos semelhantes, Macchio integrou o elenco de Luxo dos Outsiders (Os Marginais) de Coppola (Tom Cruise, Matt Dillon, Patrick Swayze) e posteriormente a sua carreira cingiu-se à saga Karate Kid. Já o realizador, após alguns filmes de 2ª linha, em 1976 arrisca no argumento de um jovem chamado Sylvester Stallone e realiza a obra prima que é Rocky (as semelhanças entre o evoluir das personagens de Rocky e Daniel San não são coincidência), posteriormente além de um pobre Rocky V, o melhor que conseguiu foram os 3 primeiros Karate Kids (o desespero do homem foi tal que no final de 90 juntou Pat Morita e VanDamme - Resultou num Inferno - titulo do filme).
Apesar de tudo isto Karate Kid - O momento da Verdade (até o título em Português é mítico), jamais merece ser subestimado, por tudo aquilo que nos fez sonhar. Obrigatório e transversal a todos nós.
A par de Top Gun este foi provavelmente um dos filmes que mais me fez vibrar numa sala de cinema.
Deixo-vos o trailer carregado de anos 80.
5 comentários:
Grande Filme, Wax on, Wax off. Apesar se achar que o Ralph Macchio não tinha grande jeito para representar.
E já aí a Elisabeth Shue(???) se começava a tornar numa BOA actriz.
Filme bom, que, embora nunca tenha sido verdadeiramente o meu género, teve o condão de me fazer crêr (a mim, e muito mais) que se quisermos, podemos vencer todas as adversidades .... e melhor ainda ... ficar com a miuda no fim.
Muito bom post FN ...
Luis Fabiano, ou seja, Fabuloso.
Um post ao nível do filme...agora ainda tou mais lixado por me ter atrasado no teaser.
É o golpe da garça (não só é impossível fazer zapping como nunca o ter experimentado fazer, certo?), é o bonsai, é o carro para ir às gajas, é o no mercy, go for the leg...enfim.
Mais fanático que eu, só a minha Dama, que até papa o KK2 )o KK3 então é que é mm intragável)
Grande Neves
O filme enquadra-se na pequena secção dos "bloqueadores de zapping" - ou seja, todas as peliculas que me fazem parar com o zapping e me obrigam a vê-las pela enésima vez.
O Johnny Lawrence, atenção, tinha bem mais pinta que o San. Eu na escola queria sempre ser o Johnny Lawrence. Ou mesmo o Dutch que também tinha pinta.
Esqueci-me de assinar.
RBF
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