terça-feira, 17 de março de 2009

The Karate Kid


Ainda hoje o nome Daniel Larusso nos dá aquele friozinho na barriga quando o recordamos a entrar para o ultimo Round do torneio contra o mais temível dos Cobra Kai (sweep the leg). Ainda hoje nos dá um arrepio na espinha quando o vimos abrir os braços para fazer aquele mítico golpe invencível, desafio qualquer um de vós mudar de canal nessa cena... humanamente é impossível . Ainda hoje Mister Miyagi nos relembra uma fonte de infinita sabedoria, que consegue transformar um mero jovem numa temível arma de Karate treinando-o a encerar carros (Wax on, Wax Off) e a pintar cercas, é ele a grande personagem de Karate Kid que valeu a Pat Morita, que chega a roçar o carisma de Bruce Lee, o Óscar de melhor actor secundário.


Karate Kid teve esse condão, de nos ter feito sonhar, vibrar... desta vez não era o tipo cheio de estilo, força e poder que era o nosso herói, era precisamente o contrário, um puto igual a todos nós, um teen anti-herói (apesar dos 22 anos de Ralph Macchio!!) e isso fez a diferença, qualquer um de nós podia ser o Daniel Larusso. No dia seguinte a ter sido visto Karate Kid, os pátios das escolas pareciam colónias de Garças com toda a gente a tentar fazer o tal golpe impossível de defender, inesquecível. Juntou o main stream do Cinema Americano com a mística das Artes Marciais. Inclusive a eterna namoradinha dos filmes dos Anos 80 e 90, Elisabeth Shue estreia-se em Karate Kid.


Foram feitos mais alguns filmes da Saga, mas o impacto do primeiro jamais foi igualado e ao quarto filme já nem Daniel San entrava, muito pobre... Dos restantes fica para a memória a musica Glory of Love de Peter Cetera de Karate Kid II.


Curiosamente Ralph Macchio (Daniel San) e o Realizador John Avildsen surgem no Cinema pela porta grande e têm percursos semelhantes, Macchio integrou o elenco de Luxo dos Outsiders (Os Marginais) de Coppola (Tom Cruise, Matt Dillon, Patrick Swayze) e posteriormente a sua carreira cingiu-se à saga Karate Kid. Já o realizador, após alguns filmes de 2ª linha, em 1976 arrisca no argumento de um jovem chamado Sylvester Stallone e realiza a obra prima que é Rocky (as semelhanças entre o evoluir das personagens de Rocky e Daniel San não são coincidência), posteriormente além de um pobre Rocky V, o melhor que conseguiu foram os 3 primeiros Karate Kids (o desespero do homem foi tal que no final de 90 juntou Pat Morita e VanDamme - Resultou num Inferno - titulo do filme).


Apesar de tudo isto Karate Kid - O momento da Verdade (até o título em Português é mítico), jamais merece ser subestimado, por tudo aquilo que nos fez sonhar. Obrigatório e transversal a todos nós.


A par de Top Gun este foi provavelmente um dos filmes que mais me fez vibrar numa sala de cinema.

Deixo-vos o trailer carregado de anos 80.



5 comentários:

Anónimo disse...

Grande Filme, Wax on, Wax off. Apesar se achar que o Ralph Macchio não tinha grande jeito para representar.

Master Aucrun disse...

E já aí a Elisabeth Shue(???) se começava a tornar numa BOA actriz.

Filme bom, que, embora nunca tenha sido verdadeiramente o meu género, teve o condão de me fazer crêr (a mim, e muito mais) que se quisermos, podemos vencer todas as adversidades .... e melhor ainda ... ficar com a miuda no fim.

Muito bom post FN ...

... disse...

Luis Fabiano, ou seja, Fabuloso.
Um post ao nível do filme...agora ainda tou mais lixado por me ter atrasado no teaser.
É o golpe da garça (não só é impossível fazer zapping como nunca o ter experimentado fazer, certo?), é o bonsai, é o carro para ir às gajas, é o no mercy, go for the leg...enfim.
Mais fanático que eu, só a minha Dama, que até papa o KK2 )o KK3 então é que é mm intragável)
Grande Neves

Anónimo disse...

O filme enquadra-se na pequena secção dos "bloqueadores de zapping" - ou seja, todas as peliculas que me fazem parar com o zapping e me obrigam a vê-las pela enésima vez.

O Johnny Lawrence, atenção, tinha bem mais pinta que o San. Eu na escola queria sempre ser o Johnny Lawrence. Ou mesmo o Dutch que também tinha pinta.

Anónimo disse...

Esqueci-me de assinar.

RBF